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Europa

Mercado de Natal atacado em Berlim reabre sem luzes e músicas

media Polícia alemã finalizou as investigações no mercado de Natal alvo de um atentado em Berlim na segunda-feira (19). REUTERS/Hannibal Hanschke

O mercado de Natal de Berlim, alvo do atentado que matou 12 pessoas na segunda-feira (19), reabriu na manhã desta quinta-feira (22), mas sem iluminações ou músicas, em respeito às vítimas. As empresas responsáveis pelo evento itinerante indicaram que a decisão foi tomada em coordenação com as autoridades alemãs.

"Apesar do trágico incidente", o mercado perto da Igreja da Memória, no centro de Berlim, voltou a funcionar a partir das 10h do local (7h em Brasília). O comunicado foi divulgado na manhã desta quinta-feira pelas sociedades Schaustellerverband Berlin et AG City, responsáveis pelo evento. Segundo o documento, a polícia finalizou as investigações no local.

Entretanto, nada de música ou luzes. "Queremos que o espaço seja um local de recolhimento", justicam as sociedades, sublinhando que a decisão da reabertura foi difícil de ser tomada. O comunicado também indica que duas placas em homenagem às vítimas serão instaladas no local onde, na segunda-feira, um caminhão atropelou os frequentadores do mercado, o maior de Berlim. O ato foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

Suspeito segue foragido

As autoridades continuam as buscas pelo suposto autor do atentado, o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, que segue foragido. Uma recompensa de € 100 mil está sendo oferecida a quem fornecer informações sobre seu paradeiro. O outro suspeito, um refugiado paquistanês de 23 anos, foi interrogado e liberado na terça-feira (20) por falta de provas.

As autoridades alemãs estão sendo extremamente criticadas pela demora em começar as buscas e perder tempo no interrogatório do paquistanês. A carteira do tunisiano, que continha documentos de identidade e um pedido de asilo negado, foi encontrada dentro caminhão logo após o atentado.

Anis Amri também já era conhecido dos serviços antiterroristas alemães. Ele foi monitorado neste ano, suspeito de preparar um roubo para financiar um atentado. Mas as investigações foram interromidas por falta de provas.

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