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Europa

Atentado em Berlim acontece em local com triplo significado simbólico

media Capa dos jornais Le Parisien e Libération destacam ataque terrorista ocorrido nesta segunda-feira (19) em Berlim.

Imagens do ataque ocorrido ontem em uma feira de Natal de Berlim estampam as capas dos jornais franceses nesta terça-feira (20). Para o Le Monde, "haverá um antes e um depois do 19 de dezembro de 2016 na Alemanha, porque essa é a primeira vez que o terrorismo islâmico provoca tantas mortes no país". Até a manhã desta terça-feira, o balanço de vítimas era de 12 mortos e 48 feridos, muitos em estado grave.

Le Monde e Le Figaro destacam que a ação aconteceu em um local que tem triplo significado simbólico. O caminhão se projetou contra visitantes de um mercado de Natal, portanto um símbolo cristão, em uma avenida de Berlim frequentada outrora pelos reis da Prússia, ilustração do poderio alemão em outra época.

O caminhão parou ao lado de uma igreja bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, que não foi restaurada para ficar na memória como um ensinamento contra a destruição. O ato terrorista atinge a capital alemã, agora reunificada, símbolo da Alemanha contemporânea, a maior potência da União Europeia.

Le Figaro e Le Monde preveem impactos políticos para a chanceler Angela Merkel, se for confirmado que o ataque foi executado por um refugiado ou migrante. Merkel perdeu popularidade internamente e é criticada pelos países vizinhos por ter aberto as portas da Alemanha a milhares de refugiados.

Merkel sob pressão política

A alguns meses das eleições legislativas, em setembro do ano que vem, a chanceler sofrerá pressões de aliados mais conservadores para criar um sistema de cotas que limite a entrada de migrantes no país, escreve o Le Figaro. "Logo após o ataque, especialistas em segurança da ala dura da coalizão de governo denunciaram falhas na organização dos serviços de inteligência alemães e criticaram a dependência de Berlim em relação a países como a França e os Estados Unidos, para obter informações de inteligência sobre a América do Norte e o Oriente Médio", acrescenta o diário. Apesar de ter se tornado a maior potência da Europa, a Alemanha ainda depende de terceiros para sua própria segurança, observa o Le Figaro.

O Le Parisien diz que o ataque em Berlim concretizou o que era "o pavor" dos serviços de inteligência ocidentais pelo caráter simbólico. As feiras de Natal, e sobretudo na Alemanha, surgiram na Idade Média. Comprar lembrancinhas em família e beber um vinho quente, comendo alguma guloseima, é um costume que vem sendo preservado desde a era medieval na maioria dos países europeus. Esses mercados fazem parte da cultura cristã. Na França, a maior feira desse gênero acontece em Estrasburgo, onde a polícia já desmantelou atentados no passado. "Mas foi em Berlim que o terror atacou primeiro. Na verdade, é o coração da Europa que foi atingido", conclui o Le Parisien.

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