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Europa

Ucrânia inaugura nova cúpula de proteção sobre reator nuclear de Chernobyl

media A Ucrânia inaugurou nesta terça-feira (29) a cúpula de aço que cobrirá o reator acidentado da usina nuclear de Chernobyl. REUTERS/Gleb Garanich

A Ucrânia inaugurou na manhã desta terça-feira (19) a cúpula de aço que cobrirá o reator acidentado na usina nuclear de Chernobyl. O acidente ocorreu há 30 anos. O projeto faraônico, de € 2 bilhões, foi financiado pela comunidade internacional para garantir a segurança das instalações nos próximos cem anos.

A enorme estrutura em forma de arco é um escudo de aço de 25.000 toneladas, 108 metros de altura e 162 metros de comprimento. Os autores do projeto, os grupos franceses Bouygues e Vinci, dizem que a cúpula de Chernobyl "poderia cobrir o Stade de France ou a Estátua da Liberdade".

A estrutura permitirá isolar o material radioativo, proteger os trabalhadores da central e o sarcófago já existente contra chuvas, inundações, nevascas e outros fenômenos climáticos. Além disso, a instalação vai dispor de equipamentos para as futuras operações de desmantelamento do reator n°4.

Reator explodiu durante teste de segurança

O acidente de Chernobyl, ocorrido em 1986, foi provocado pela explosão de um reator durante um teste de segurança. O combustível nuclear queimou durante dez dias, liberando na atmosfera elementos radioativos que acabaram contaminando, segundo estimativas, até três quartos da Europa, principalmente a Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

Cerca de 90.000 pessoas trabalharam durante 206 dias na construção de um "sarcófago", uma estrutura metálica de 7.300 toneladas e composta por 400.000 metros cúbicos de concreto, para isolar o reator acidentado. Inicialmente, se pensava que o sarcófago duraria entre 20 e 30 anos, mas sua vida acabou sendo mais curta. Em 1999 foram realizadas as primeiras obras para reforçar a estrutura, seguidas de outras intervenções em 2001, 2005 e 2006.

Após a instalação da nova cúpula, serão iniciadas as obras para desmontar a antiga construção, segundo Sergui Bojko, chefe da inspeção do Estado para a regulação nuclear (o organismo encarregado da segurança nuclear na Ucrânia).

O balanço humano da catástrofe continua sendo fonte de debates. O comitê científico da ONU (Unscear) só reconhece oficialmente cerca de 30 mortos, entre agentes e bombeiros que sofreram as primeiras radiações. Porém, outras estimativas indicam que a tragédia de Chernobyl deixou milhares de vítimas.

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