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Europa

Separatistas da Catalunha manifestam contra Justiça espanhola

media Separatistas vão às ruas em Barcelona, Catalunha. REUTERS/Albert Gea

Dezenas de milhares de separatistas da Catalunha se manifestaram neste domingo (13) em Barcelona para mostrar apoio a dezenas de políticos investigados por desobedecerem a Justiça para promover o processo de separação dessa região do nordeste da Espanha.

Entre os nomes investigados estão o ex-presidente da região Artur Mas, que será julgado por ter organizado, em 2014, uma consulta sobre a secessão suspensa pela Justiça, e a presidente do parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, que permitiu a aprovação do mapa do caminho até a independência.

"Em uma democracia verdadeira, seríamos ouvidos e se negociaria conosco, mas, aqui, somos perseguidos e levados aos tribunais", reclamava o aposentado Josep Bosch, 67, que mora a mais de 100 km de Barcelona. "Temos que estar aqui para apoiá-los. Estão dando a cara para bater por nós, respeitando o que votamos", assinalou.

Em uma praça de Barcelona coberta por bandeiras separatistas, os manifestantes mostraram solidariedade a dezenas de políticos investigados, sob gritos de "Não estão sozinhos!". Segundo a polícia local, havia 80 mil manifestantes, entre eles representantes do governo, como o vice-presidente, Oriol Junqueras, e alguns dos políticos investigados, como Mas e Forcadell.

Legislação proíbe referendo

Nos últimos anos, multiplicaram-se os processos judiciais ligados ao conflito separatista, seja pela organização da consulta simbólica de 2014, pela retirada da bandeira espanhola de algumas prefeituras ou pela abolição do feriado no dia nacional da Espanha.

Impedidos de organizar um referendo de autodeterminação, considerado ilegal pelo governo e pelas cortes espanholas, líderes da Catalunha apostaram em empreender um processo unilateral até a proclamação de uma República Catalã. Em setembro de 2017, o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, quer organizar um referendo de autodeterminação com ou sem a autorização do governo espanhol, e declarar a independência em caso de vitória.
 

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