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Europa

Decepção com políticos na Islândia pode levar Partido Pirata ao poder

media Birgitta Jonsdottir, líder do Partido Pirata islândês, em sua sala no parlamento em Reykjavik REUTERS/Gwladys Fouche

Depois do escândalo do Panama Papers, que levou o primeiro-ministro islandês a pedir demissão, os eleitores se voltaram para o jovem partido contestador, que tem 26% de intenção de voto nas legislativas deste sábado (29).

Desde 2012, o Partido Pirata milita pela transparência da vida pública, pela reforma das instituições e pelas liberdades públicas. A determinação dos contestadores rendeu seus frutos diante da corrupção e da desilusão dos islandeses com as principais formações políticas como o Partido conservador da Independência ou o movimento da esquerda verde.

O pequeno grupo de ativistas, que tem somente três cadeiras no parlamento, pode obter 16 do total de 63, tendo hoje 20% das intenções de voto.

Nesse contexto, os "piratas" estão na segunda posição, atrás dos conservadores do Independência, partido do governo. O impacto desse cenário é certamente uma coalizão com outros partidos de oposição, o que poderia formar uma maioria e levá-los ao poder, um fato inédito na Europa.

Como o Partido Pirata seduziu o eleitorado islandês?

O escândalo do Panama Papers, que levou o primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson a se demitir em 5 de abril, depois da descoberta de sua empresa offshore no paraíso fiscal, foi o estopim.

A militante do Pirata, Sara Oskarsson, foi uma das principais organizadores das manifestações contra a corrupção, e hoje é uma forte candidata da jovem formação. A chefe e co-fundadora do partido, a poetisa punk Birgitta Jonsdottir, pensa que protestar nas ruas funcionou, mas que a nova etapa é protestar de dentro do parlamento.

Apesar dos ventos favoráveis, a líder não se ilude. em entrevista ao jornal Le Monde, ela afirma que "não espera uma revolução e será preciso fazer compromissos".

A resposta estará nas urnas neste sábado.

 

 

 

 

 

 

 
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