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Partido de Putin tem vitória esmagadora em legislativas russas

Partido de Putin tem vitória esmagadora em legislativas russas
 
O presidente russo, Vladimir Putin (direita), e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev se felicitam pela vitória do partido Rússia Unida nas eleições legislativas. Sputnik/Kremlin/Alexei Druzhinin /Reuters

Os russos foram às urnas neste domingo (18) escolher os 450 deputados da Duma, a câmara baixa da Assembleia Federal da Rússia. O partido governista Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, conseguiu uma vitória esmagadora no pleito.

Sandro Fernandes, correspondente da RFI em Moscou

A vitória do partido de Putin não chega a ser uma surpresa, já era aguardada, mas os analistas provavelmente não esperavam uma vitória tão folgada contra os outros partidos. Às 10h de Moscou, 94,1% das urnas já haviam sido apuradas e o Rússia Unida aparecia com 54,21% dos votos. Isso confere ao partido governista 343 dos 450 assentos da Duma, o Congresso russo. São 105 assentos a mais do que nas eleições de 2011, um resultado sem precedente para Putin e que deixa o caminho completamente livre pra que o partido Rússia Unida aprove as leis que queira.

Dos 85 "estados" da Rússia, o partido governista de Putin aparece em primeiro em todos. A região da Chechênia é onde Putin tem o maior apoio: 96,3% dos votos. O líder da Chechênia é um dos maiores aliados de Moscou.

Quatorze partidos concorreram nessas eleições legislativas, mas segundo a lei eleitoral russa, o partido precisa ter pelo menos 5% de votos pra que possa eleger um representante para a Duma, a câmara baixa da Assembleia Federal russa.

Nas últimas eleições legislativas, em 2011, apenas quatro partidos conseguiram o percentual mínimo necessário de votos (em 2011, era de 7%). E o cenário se repetiu este ano, com apenas os mesmos quatro partidos conseguindo ultrapassar o percentual mínimo de votos exigidos.

Além do partido Rússia Unida, os outros três partidos que conseguiram o mínimo foram: o Partido Comunista, com 13,44% dos votos, o Partido Liberal Democrata, que representa a extrema direita ultranacionalista, com 13,26% e o Rússia Justa, com 6,17%. As três legendas, no entanto, perderam assentos no Congresso em relação as últimas eleições. Mas, na verdade, nenhuma delas é uma oposição real ao governista Rússia Unida, que conta com o apoio de absolutamente todo o Congresso.

Os partidos Yabloko e PARNAS, que podem ser considerados como de oposição, terminaram, respectivamente, com 1,91% e 0,71% dos votos. Com isso, não têm direito de eleger nenhum deputado.

Eleições marcadas por denúncias de fraude e baixa participação

Cerca de 110 milhões de russos estavam convocados às urnas para as eleições legislativas russas, mas apenas 47,8% compareceram. O voto na Rússia não é obrigatório. Nas últimas eleições legislativas, o comparecimento às urnas foi de 60,1%. Em Moscou, o comparecimento foi um dos mais baixos de toda a Rússia. Apenas 35,1% dos residentes da capital do país foram às urnas.

Essa apatia política foi especialmente percebida nas últimas semanas. Houve pouca panfletagem e poucos cartazes políticos nas ruas. Nas redes sociais também houve pouca mobilização, até mesmo entre a oposição – muito diferente do cenário de protestos e manifestações de 2011.

Os vídeos com as fraudes já fazem parte do processo do dia de contagem de votos aqui na Rússia. Nas redes sociais, foram compartilhados muitos registros de irregularidades nas eleições legislativas de ontem. Em algumas zonas eleitorais, por exemplo, foram feitas gravações de cédulas sendo colocadas ilegalmente nas urnas. Em outras, a luz do colégio eleitoral se apaga e, como numa passe de mágica, aparecem mais cédulas na mesa da sessão eleitoral.

Crimeia e Sebastopol "estreiam" em eleições russas

As regiões da Crimeia e Sebastopol, as duas novas entidades federativas da Rússia, que antes faziam parte da Ucrânia, votaram pela primeira vez ontem.

O Departamento de Estado dos EUA classificou de "ilegítimas" as participações, a primeira desde que a Rússia anexou a região ucraniana. Os Estados Unidos disseram que a posição do país sobre a Crimeia é clara e que a península faz parte da Ucrânia. E também destacou que as sanções contra a Rússia, devido à anexação da Crimeia, vão continuar. Washington não reconhece o resultado das eleições de hoje na Crimeia.

Os governos da Letônia e Lituânia, países bálticos que fizeram parte da Uniao Soviética, também condenaram as eleições na Crimeia. A Letônia disse que as votações são uma “violação flagrante do direito internacional”. E a Lituânia denunciou o que chamou de “política de ocupação russa”.

O partido governista Rússia Unida, de Putin, obteve 73% dos votos na Crimeia e 54% em Sebastopol, garantindo uma vitória tranquila na região.

Putin comemora vitória

Vladimir Putin apareceu na televisão falando sobre a vitória do seu partido. Ele disse que “foi duro e difícil, mas os russos perceberam que os membros do partido Rússia Unida estão realmente tentando fazer o melhor para as pessoas”. Putin disse ainda que a situação no país é difícil, as pessoas sentem isso e por isso querem estabilidade no sistema político.”

O líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, que chegou em segundo na apuração oficial, disse que a vitória do Rússia Unida é “enganosa”. Ele declarou que lamenta ter confiado na promessa do presidente Putin de que as eleições seriam uma concorrência real. O líder comunista disse que o Kremlin criou vários “falsos partidos” para tirar os votos do Partido Comunista e do Partido Liberal Democrata, os dois maiores, depois do partido de Putin.

As legendas de oposição liberal, PARNAS e Yabloko, que não conseguiram votos suficientes para o Congresso, culparam a classe média urbana russa pelo fracasso eleitoral. O líder do partido PARNAS disse que o baixo comparecimento em Moscou e São Petersburgo foi o responsável pelos péssimos resultados do partido. Um dos líderes do partido Yabloko disse que a classe média russa vai ter o que merece, já que não foram às urnas.


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