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Europa

Facebook volta atrás e libera foto de menina queimada por napalm

media "Menina de Napalm", foto tirada em 8 de junho de 1972 na Guerra do Vietnã. Huynh Cong Ut

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, denunciou nesta sexta-feira (9) a retirada do seu post da famosa foto de uma menina vietnamita queimada, correndo nua, desesperada, depois de um ataque de napalm pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Diante da polêmica, a rede desistiu de censurar a imagem.

A polêmica foi enorme depois que a rede social censurou pela primeira vez uma pessoa que ocupa o cargo de chefe de governo. Bastante presente e ativa nas novas mídias, Erna Solberg desafiou Facebook ao publicar uma foto que contraria as regras sobre a nudez; considerada como um documento histórico, recompensada pelo prestigioso Prêmio Pulitzer, a imagem captada pelo fotógrafo Huynh Cong Ut em junho de 1972 mostra a garota Kim Phuc gritando de dor e de medo depois de um ataque aéreo com napalm em seu vilarejo.

Facebook: censura de fotos históricas e artísticas

Solberg havia publicado o post em nome da liberdade de expressão, no contexto de um debate que monopoliza a Noruega atualmente: há duas semanas, Facebook suprimiu o post do autor norueguês Tom Egeland sobre o tema das fotos de guerra, ilustrado pela imagem da menina vietnamita. Em protesto, diversos admiradores de Egeland publicaram a mesma foto e também tiveram seus posts retirados.

Pronta para resistir, a premiê publicou de novo a foto com um quadrado preto sobre a parte íntima para denunciar o absurdo da censura de fotos históricas. Na manhã desta sexta-feira (9), o maior jornal norueguês Aftenposten dedicou sua manchete à famosa fotografia, publicando uma longa carta aberta a Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A estratégia funcionou e o porta-voz de Facebook anunciou que a rede não vai mais censurar a célébre imagem. Facebook vinha argumentando que é difícil distinguir e autorizar a imagem de uma criança nua em diferentes contextos. "Tentamos achar um equilíbrio para permitir às pessoas se expressarem e, ao mesmo tempo, preservar uma experiência respeitosa para a comunidade".

 

 

 

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