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Europa

Orquestra Juvenil da Bahia entusiasma público suíço

media

A Orquestra Juvenil da Bahia, dirigida pelo maestro e pianista Ricardo Castro, estreou na noite de terça-feira (29) no Festival de Música Clássica de Montreux, na Suíça. O concerto diversificado, que contou com músicas do repertório clássico e brasileiras, entusiasmou o público suíço que aplaudiu o espetáculo durante vários minutos.

Enviada especial a Montreux

Montreux, famosa por seu festival de Jazz, acolhe também anualmente um tradicional Festival de Música Clássica. O evento comemora 70 anos de existência e propõe, até o dia 4 de setembro, uma programação especial que inclui a Orquestra Juvenil da Bahia.

Essa é a segunda vez que a principal formação do projeto educativo e social Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (NEOJIBA), composta principalmente por jovens carentes, é convidada para vir a Montreux. A primeira passagem pela cidade foi em 2014, mas este ano retorna para festejar o aniversário do festival ao lado da Royal Philarmonic Orchestra de Londres e de outros grandes músicos internacionais.

"A nossa orquestra saiu do Brasil sem arcar com nenhuma despesa. Tudo nessa turnê foi financiado por promotores internacionais. Conseguimos em oito anos adquirir uma reputação como programa social de governo e como um programa de excelência musical que faz que um festival como o de Montreux tenha escolhido nossa orquestra para esse grande momento do festival. É um reconhecimento", analisa Ricardo Castro.

Para a estreia na terça-feira, o maestro montou um programa diversificado que reflete a exigência musical do NEOJIBA. O resultado foi impressionante. O primeiro ato começou com a popular Abertura de Candide,de Leonard Bernstein, e terminou com o Concerto para Violino de Beethoven, tendo como solista a Midori Goto, uma das melhores violinistas da atualidade.

Segundo ato 100% brasileiro

O segundo ato foi 100% brasileiro e reservou uma surpresa ao público. Fora do programa, músicos da Orquestra de Violões do NEOJIBA interpretaram três chorinhos (Noites Cariocas, Brasileirinho e Alma Brasileira) e um frevo (Taiane). Chôros n° 6 de Villa-Lobos encerrou o programa.

O comportado público suíço não chegou a levantar e dançar, mas acompanhava o ritmo com os ombros e aplaudia cada música. O entusiasmo aumentou com o bis, Tico-tico no Fubá, regido pelo jovem maestro Cássio Bitencourt, de apenas 23 anos. Ovação final e de pé do público.

"É difícil ouvir música brasileira, ainda mais tão bem interpretada, e ficar estático. Espero escutá-los de novo em breve. Essa orquestra de jovens é uma das melhores. Não é o fato deles virem de bairros pobres que deve ser valorizado e sim a qualidade deles como músicos", afirmou Alix de Reboul, uma espectadora assídua do festival de Montreux.

A Juvenil da Bahia fica em Montreux e faz mais 4 concertos até o próximo domingo (4). Em seguida, segue para a Itália e França, onde encerra em Paris, no dia 12 de setembro, essa turnê europeia.

 

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