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Europa

Rajoy tem autorização para negociar com Ciudadanos e tentar formar governo

media O presidente interino do governo espanhol, Mariano Rajoy, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), em Madri. REUTERS/Javier Barbancho

O presidente interino do governo espanhol e líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, anunciou nesta quarta-feira (17) que obteve autorização da legenda para negociar uma coalizão com o partido centrista Ciudadanos para tentar formar um governo. As duas legendas são rivais e o PP pena para sair de um impasse político que já dura oito meses.

Os líderes do PP se reuniram nesta quarta-feira para discutir o programa de reforma política para lutar contra a corrupção, proposto pelos Ciudadanos. A aprovação do plano é uma condição imposta pelos centristas para ajudar o partido de Rajoy a formar um governo e dar seu apoio para que o líder conservador seja reconduzido ao cargo de primeiro-ministro.

Em coletiva de imprensa, Rajoy disse que a Espanha precisa urgentemente de um governo e não de novas eleições, o que pode acontecer, pela terceira vez em menos de um ano. O líder conservador não indicou, no entanto, se as seis condições impostas no programa de reforma do Ciudadanos foram aceitas pelo PP.

"Ainda não falamos sobre as condições", limitou-se a comentar. Para analistas, Rajoy quer evitar mencionar a questão, que é extremamente delicada para o PP, implicado em diversos escândalos de corrupção. O assunto deve estar no centro do encontro entre ele e o presidente do Ciudadanos, Albert Rivera, nesta quinta-feira (18).

O número dois do Ciudadanos, Jose Manuel Villegas, se disse "surpreso" que os conservadores não tenham debatido as medidas para combater a corrupção e que eles perderam tempo "para nada". Ele apressou os conservadores a assinarem o pacto e tentar formar um governo. "Rajoy tem que se molhar", ironizou, em entrevista à imprensa espanhola.

Incapazes de formar um governo

As eleições legislativas de 20 de dezembro de 2015 resultaram em um Parlamento muito fragmentado devido à existência de quatro grandes partidos políticos, incapazes de formar um governo. O cenário voltou a se produzir em junho, mas, desta vez, o PP saiu reforçado.

No entanto, com 137 deputados dos 350 da câmara baixa, a legenda ficou longe de obter a maioria necessária para governar sozinho, precisando de aliados. Desde então, os conservadores vivem o impasse de ter de se aliar com rivais, como o Ciudadanos e os socialistas do PSOE, em troca de exigências.

A oferta de apoio apenas do partido centrista, que daria 32 deputados a mais à coalizão, não é suficiente. A chave está com os socialistas que, com 85 deputados, podem permitir, mas também bloquear a formação de um governo.

Rajoy segue responsabilizando o PSOE pelo fracasso, o que pode levar à realização de uma terceira eleição legislativa em pouco mais de um ano. "Ciudadanos deram um passo, mas os socialistas, até o momento, não deram nenhum", reclamou o líder conservador no início deste mês.

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