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Europa

Incêndios florestais na ilha da Madeira já deixaram três mortos

media Moradores fogem do ar irrespirável nas ruas da localidade de Bom Sucesso, próximo de Funchal, na ilha da Madeira. REUTERS/Duarte Sa

Os incêndios florestais que atingem Portugal deixaram até agora ao menos três mortos. As vítimas morreram na noite de terça-feira (9) na ilha da Madeira. O prédio onde elas moravam perto do centro histórico de Funchal, a capital da ilha, pegou fogo. Duas pessoas ficaram gravemente feridas. Cerca de mil pessoas estão desabrigadas.

As chamas obrigaram mil pessoas, inclusive turistas, a deixarem suas casas e hotéis da região. Elas foram alojadas provisoriamente em instalações militates e em um estádio de futebol. O incêndio começou na noite de segunda-feira, mas se intensificou ontem por causa dos ventos fortes.

João de Sousa, membro da polícia local, diz que a zona mais problemática é uma área de serra próxima de Funchal. Ele fez um apelo por doações para as famílias que tiveram de abandonar suas casas às pressas. "Elas precisam de produtos de primeira necessidade, roupas, alimentos, leite e água", disse o policial. Ele não está muito otimista em relação ao controle dos incêndios nas próximas horas. "Os ventos diminuíram um pouco, mas as temperaturas só devem cair de 2°C a 3°C até a noite", declarou.

Negligência no manejo da mata ajuda a espalhar o fogo

Sousa admitiu que pode ter havido negligência das autoridades na gestão das florestas. "Não houve limpeza da mata ao longo dos últimos três anos, quando tivemos o último incêndio desse tipo", afirmou. Ele também enfatizou que a ilha da Madeira atravessa um verão de temperaturas particularmente elevadas e ventos fortes.

Miguel Albuquerque, presidente do governo regional da Madeira, disse à RFI que a defesa civil atua em diferentes frentes de fogo, e "a principal preocupação é garantir a integridade física das pessoas". Lisboa enviou 110 bombeiros suplementares à ilha para combater as chamas.

No continente, o norte de Portugal também sofre com incêndios florestais desde a última sexta-feira. Em todo o país, mais de 3 mil homens combatiam uma centena de focos de fogo na manhã de hoje. O grande número de focos dificulta a ação dos bombeiros. Os ventos fortes e as temperaturas elevadas, entre 35°C e 40°C, levaram as autoridades a declarar o norte do país em risco "máximo" de incêndio.

O primeiro-ministro português, Antonio Costa, anunciou que pode pedir ajuda aos países europeus se a situação não melhorar até 15 de agosto.

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