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Europa

Exercendo cargo fixo, gato ficará na residência oficial após saída de Cameron

media Larry vive no número 10 da Downing Street desde 2011. Her Majesty's Government / Divulgação

O premiê britânico, David Cameron, já fez as malas para deixar a residência oficial dos primeiros-ministros britânicos – o famoso número 10 da Downing Street – e ceder lugar a sua colega de partido Theresa May. Mas o gato oficial da casa, Larry, permanece, seguindo uma antiga tradição que estabelece o cargo de “caçador-de-ratos-em-chefe da sede do governo”.

Larry exerce a função desde 2011 e agora deverá se habituar à rotina da nova residente. Chegou a haver rumores de que ele seria levado pela família Cameron, o que foi negado pelo porta-voz da residência: “O gato pertence a um funcionário, não aos Cameron. Ele fica”.

Pelo menos desde 1920, Downing Street sempre abrigou um felino para caçar os ratos, e alguns chegaram a ganhar salário. Há quem diga que a tradição é mais antiga. A revista The Economist afirma que o cargo existe há 500 anos e teria sido criado pelo cardeal Thomas Wolsay, que exerceu a função de Lorde Chanceler entre 1515–1529.

Larry residia em uma lar de proteção de animais até ser chamado para sua missão, após um rato ser flagrado por equipes de televisão tentando entrar pela porta principal da residência do primeiro-ministro. Desde então, sua eficiência tem sido questionada. “Ele passa a maior parte do tempo testando a qualidade dos móveis antigos para suas sestas”, ironiza o porta-voz.

Salário de 100 libras

Larry já foi visto em brigas frequentes com Palmerston, gato do Ministério das Relações Exteriores, vizinho à residência do primeiro-ministro, e que chegou ao bairro em abril. Também mantém relações difíceis com Freya, gata da família do ministro das Finanças, George Osborne, que vive na porta ao lado, número 11. Freya, no entanto, deve partir com seu dono, caso ele não consiga renovar seu cargo no gabinete de Theresa May.

Antes do mandato de Larry, se destacou o gato vira-latas Humphrey, que passou por dois governos britânicos, desde Margaret Thatcher até John Major. Foi aposentado em 1997 por Tony Blair – sob pressão de sua mulher, Cherie. Humphrey recebia um salário de 100 libras por ano.

Larry não teve a mesma sorte e acabou sendo vítima da política de austeridade. Trabalha gratuitamente, sendo alimentado pelos funcionários da casa. Apesar dos contratempos, virou uma celebridade, recebendo presentes de fãs todos os dias.
 

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