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Europa

Pela primeira vez, Europa tem mais mortes do que nascimentos

media Nascimentos foram superiores aos falecimentos na França e na Irlanda, entre outros. Nos países do leste europeu, foi o inverso. Gettty Images/Paul Morris

A entrada de quase 1,9 milhão de migrantes na Europa em 2015 permitiu que o continente equilibrasse o crescimento demográfico no ano passado, quando, pela primeira vez, mais pessoas morreram do que nasceram na União Europeia (UE). Os dados atualizados foram divulgados pela agência europeia de estatísticas (Eurostat), nesta sexta-feira (8).

Seguindo a tendência verificada nos últimos anos, os maiores índices de natalidade ocorreram na França, na Irlanda, no Reino Unido e na Suécia, países nos quais a taxa de nascimentos permanece superior à de falecimentos. Já nos países do sul, como Itália, Portugal e Grécia, o número de mortes foi superior. A maior redução da população foi registrada no leste europeu (Bulgária, Croácia, Hungria, Romênia, Lituânia e Letônia).

“Ao longo do ano, 5,1 milhões de nascimentos ocorreram na UE e 5,2 milhões de pessoas morreram. Isso significa que a UE teve, pela primeira vez, uma variação natural negativa da sua população”, explica o comunicado. O documento indica que a variação demográfica restante, positiva, corresponde “essencialmente às entradas do saldo migratório”, que foi de 1,897 milhão de estrangeiros, explica a Eurostat. O dado é resultado da diferença entre a entrada e a saída de imigrantes no bloco.

Pior crise migratória desde 1945

A população total dentro do bloco agora é de 510,1 milhões de habitantes, incluindo os refugiados que desembarcaram nos países europeus desde o início de 2015. Em 1º de janeiro de 2015, a União Europeia tinha 508,3 milhões de pessoas.

O ano passado foi marcado pela pior crise migratória na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A maioria dos imigrantes que chegou ao continente pelas ilhas gregas ou a Itália vinha da Síria, do Iraque, do Afeganistão e da Eritreia. No total, foram 1,2 milhão de pedidos de asilo feitos no bloco, o dobro do registrado no ano anterior.

Com informações da AFP
 

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