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Europa

França, Alemanha e Itália rejeitam negociar com Londres antes de formalizar Brexit

media François Hollande (e), Angela Merkel e Matteo Renzi (d) fizeram uma declaração conjunta sobre o Brexit. REUTERS/Hannibal Hanschke

Berlim, Paris e Roma são contra a abertura das negociações pós-Brexit com Londres antes que o Reino Unido formalize seu pedido de saída da União Europeia (UE). A declaração foi feita nesta segunda-feira (27) pela chanceler alemã, Angela Merkel.

"Não haverá discussões formais, ou informais, sobre a saída da Grã-Bretanha da UE, enquanto não houver pedido de saída ao Conselho Europeu. Estamos de acordo sobre isso", declarou Merkel, em Berlim, ao lado do presidente francês, François Hollande, e do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. "É preciso rapidez, e isso quer dizer que o (futuro) governo britânico (...) deve notificar o quanto antes sua decisão de sair da UE", completou a chanceler, considerando que o Brexit pode "acontecer mais rápido do que prevê o calendário" europeu, que cogita um processo que pode levar dois anos.

Os três países também querem propor aos outros membros da UE que reflitam sobre o papel do bloco. Para evitar que as "forças centrífugas" avancem na Europa e que o voto britânico dê ideias a outros países, "vamos apresentar uma proposta aos nossos colegas para dar um novo impulso ao projeto europeu em diferentes âmbitos nos próximos meses", completou a alemã. A chanceler ressaltou que alguns avanços são analisados nas áreas "da defesa, crescimento, emprego e competitividade".

Já o presidente Hollande considerou que o bloco "não deve perder tempo" para responder aos desafios impostos pelo Brexit. O francês lembrou que a prioridade para a UE é avançar em áreas como "segurança, proteção das fronteiras, luta contra o terrorismo", bem como crescimento e emprego "com o apoio ao investimento" e ajuda à juventude.

Renzi considerou, por sua vez, que existe "uma necessidade muito clara e muito forte de remodelar o projeto europeu nos próximos anos".

Segurança e economia são prioridades para líderes europeus

Além da questão da segurança interna e externa do bloco, a declaração comum do encontro ressalta que é necessário, para os países da zona do euro, uma maior convergência, "principalmente nas áreas social e fiscal", onde muitos governos são muito afeitos às suas prerrogativas nacionais.

Essa proposta deve começar a ser discutida na quarta-feira (29) durante uma cúpula dos chefes de Estado e de Governo da UE em Bruxelas sobre o Brexit. Em setembro, acontece um encontro especial dos 27 para tratar de um acordo "a respeito de projetos concretos a serem realizados na Europa nos seis próximos meses".

Washington tenta tranquilizar Bruxelas

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, tentou tranquilizar os europeus após o referendo britânico. "É absolutamente essencial que nos mantenhamos concentrados neste período de transição, que ninguém perca a cabeça", afirmou Kerry, em uma breve declaração à imprensa nesta segunda-feira. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos se reuniu, em Bruxelas, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, antes de seguir viagem para Londres.

(Com informações da AFP)

 

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