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Europa

Europeus precisam enfrentar mal-estar da globalização, diz Le Monde

media O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem sua imagem associada a de um jogador de pôquer que blefou e perdeu. REUTERS/Phil Noble

Os jornais desta segunda-feira (27) analisam as consequências do voto britânico que vai levar o Reino Unido a deixar a União Europeia após 43 anos de vida em comum. Os 27 países que continuarão juntos precisam aparar as arestas em relação a questões fundamentais e ainda não há consenso em vários temas.

Em manchete, o Le Monde questiona se a Europa vai conseguir se reerguer desse golpe. De acordo com o jornal, os membros mais realistas do bloco defendem que a UE dê um tempo no processo de ampliação e se concentre nas preocupações que realmente importam para os cidadãos: segurança, emprego e crescimento. O problema é que mesmo em relação a essas diretrizes básicas não há consenso. A política de austeridade defendida pelos conservadores na Alemanha é um grande ponto de fricção, cita o Monde, assim como a falta de solidariedade com os imigrantes.

Em seu editorial, Le Monde lembra que os britânicos favoráveis ao Brexit votaram convencidos de que a vida deles piorou com a abertura do mercado de trabalho para os europeus continentais. "O voto dos britânicos simboliza o mal-estar dos ingleses pobres, esquecidos pelas elites e que se sentem sem perspectivas diante da globalização", observa o texto. "Esse grande mal-estar, que afeta a classe média, e é também cultural, deve ser a principal preocupação dos governos daqui em diante", sugere Le Monde.

Cameron foi irresponsável ao convocar plebiscito

O jornal econômico Les Echos dedica dez páginas ao "cataclisma" gerado pela decisão dos britânicos. "Para começar, é preciso que os europeus façam um exame de consciência e entendam as razões que levaram os britânicos a dar uma resposta tão maciça ao Brexit", escreve o diário. Segundo Les Echos, a primeira lição desse fiasco é que não é possível brincar impunimente com os povos, como fez o primeiro-ministro David Cameron ao convocar o referendo. Cameron subestimou o grau de insatisfação da população.

"Em sua busca de identidade, os britânicos acabaram condenando o Reino Unido. Cameron ficará na história como o homem que para salvar a unidade de seu partido, sacrificou a unidade de seu país", afirma Les Echos.

Le Figaro mostra que França, Itália e Alemanha divergem em relação às negociações para uma saída rápida do Reino Unido do bloco. Enquanto o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, defenderão hoje, em Berlim, menos austeridade, assim como uma saída rápida do Reino Unido, para evitar um longo momento de incertezas, a chanceler alemã, Angela Merkel, já disse não ter a menor pressa. Merkel quer preservar as relações comerciais da Alemanha com a Grã-Bretanha. Merkel também não quer aumentar a contribuição financeira de seu país, o mais rico do continente, para financiar a União Europeia.

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