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Europa

Com país dividido, um milhão de britânicos pedem novo referendo

media Turista britânico na Espanha celebra resultado da votação no dia seguinte. REUTERS/Heino Kalis

Mais de um milhão de pessoas assinaram neste sábado (25) uma petição ao Parlamento para que o Reino Unido celebre um segundo referendo sobre a União Europeia (UE), após histórico 'Não' de quinta-feira.

O site petition.parliament.uk chegou a travar com a grande quantidade de pedidos por uma segunda consulta. O Parlamento é obrigado a responder a qualquer demanda que supere 10.000 assinaturas, mas um debate na Câmara dos Comuns não significa nenhuma votação posterior.

A petição, criada apenas 24 horas depois da votação que deu a vitória ao Brexit, demonstra a profunda divisão divisão no país depois do terremoto provocado pela decisão de sair da UE.

As principais reações contra a decisão vem dos londrinos e dos jovens, que votaram em massa pela permanência. Há inclusive um abaixo assinado satírico propondo a separação de Londres do restante do país.

Já a Irlanda do Norte e a Escócia falam sério sobre separação. Os dois países também votaram pela permanência do Reino Unido e agora se dizem traídos pela Inglaterra. Escoceses querem novo referendo para se separar do Reino Unido e Irlandeses do norte falam em reunificação com o sul.

Imprensa

Refletindo a divisão do país, os jornais britânicos reagiram neste sábado de forma díspar à saída do Reino Unido da UE, alguns temerosos com o "terremoto do Brexit" e outros contentes pelo "nascimento de um novo Reino Unido". "Estamos fora da UE e é uma vitória gloriosa", escreveu o Daily Express, favorável ao Brexit.

"Foi o dia no qual o povo tranquilo do Reino Unido se revoltou contra uma classe arrogante e desconectada e a elite em Bruxelas", escreveu o eurocético Daily Mail. "Em uma magnífica afirmação de autoconfiança e caráter, sua mensagem à elite foi: estamos fartos de que nos depreciem e nos ignorem em questões que são muito importantes para nós", acrescentou o Daily Mail.

O Daily Telegraph saudou "o nascimento de um novo Reino Unido" em sua manchete. "O 23 de junho de 2016 será recordado sempre como o dia em que os britânicos votaram a favor de recuperar o controle de seu próprio país". Já o Daily Mirror perguntou em sua manchete: "Que demônios acontece agora"?

The Guardian foi lacônico: "Acabou. E fora", sobre uma fotografia do primeiro-ministro, David Cameron, que anunciou sua demissão. "O país embarcou em uma perigosa viagem na qual nossa política e nossa economia deverão se transformar", adverte The Guardian em seu editorial. "Isto exigirá um debate sobre nossas alianças que não fazemos desde que a crise do Canal de Suez (em 1956) impôs uma realidade pós-imperial ao Reino Unido".

The Sun se concentrou na decisão de Cameron de se demitir, após defender a permanência na UE. "Por que eu deveria fazer esta merda de trabalho"? Aparentemente, Cameron fez esta pergunta a um conselheiro, ao explicar sua decisão de partir para não ter que liderar o trabalho de tirar o país da UE.O jornal atribuiu o resultado do referendo "à raiva das classes trabalhadoras".

"Foi um grito de raiva diante da crescente desesperança de suas vidas, de suas comunidades descuidadas e das diferenças entre eles e as classes ricas e governantes". Os jornais escoceses comentavam a possibilidade de um novo referendo sobre a independência da região, que na quinta-feira votou pela permanência na UE, ao contrário de Inglaterra e País de Gales. A manchete do Scottish Daily Mail foi: "O Reino Desunido".

(Com informações da AFP)

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