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Europa

Após Brexit, incerteza sobre a situação dos migrantes da região de Calais

media O acampamento de migrantes na cidade de Calais, norte da França. REUTERS/Pascal Rossignol

O Tratado de Touquet, acordo bilateral assinado entre França e Reino Unido para lutar contra imigração ilegal no Canal da Mancha, não tem relação formal com a União Europeia. Em teoria, ele não pode voltar à mesa de negociações agora que os britânicos decidiram deixar o bloco. Mas não é o que pensa grande parte dos políticos franceses, principalmente da região de Calais, no norte do país.

Assinado em 2003 após o fechamento de um centro de acolhimento de imigrantes da cidade de Sangatte, próxima a Calais, o tratado concedeu permissão a policiais britânicos de fiscalizar em solo francês os candidatos a entrar no Reino Unido via Canal da Mancha.

Pelo acordo, a França se compromete em acolher os imigrantes recusados pelos britânicos na fronteira. Na prática, o tratado ampliou as fronteiras britânicas até os portos franceses.

Transferência para Douvres

Por enquanto, o ministro do Interior francês, Bernard Cazneuve, ainda estima que não há motivos suficientes para se renegociar este acordo. Mas essa não é a posição dos políticos da região de Calais, em especial a prefeita da cidade, Natacha Bouchart, e do presidente da região Norte da França, Xavier Bertrand. Eles insistem em uma renegociação rápida do tratado.

A denúncia ao cordo de Touquet, no entanto, não é nova. Em março, o ministro da Economia francês, Emmanuel Macron, já havia lançado uma advertência aos britânicos: “No dia em que essa relação se romper, os migrantes não ficarão mais em Calais”. Na época, o próprio Cazeneuve apoiou este discurso.

Na opinião dos ministros, a fronteira deveria ser transferida para Douvres, no lado britânico, e não mais em Calais. Resta saber se esses discursos se tornarão prática, agora que o Brexit não é mais apenas uma hipótese.
 

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