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Europa

Merkel e Hollande assumem liderança de reformas na Europa

media O presidente francês, François Hollande, durante pronunciamento depois do voto da saída do Reino Unido da UE. REUTERS/Stephane Mahe

A vitória do Brexit é um "golpe contra a Europa", declarou nesta sexta-feira (24) a chanceler alemã, Angela Merkel, que convidou o presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para uma reunião em Berlim na segunda-feira.

"Tomamos nota com pesar da decisão da maioria da população britânica", declarou Merkel. "É um golpe contra a Europa, um golpe contra o processo de unificação europeia", completou a chanceler alemã.

François Hollande lamentou profundamente a escolha dos britânicos e disse que ela impõe um teste severo à Europa. Em um discurso de cerca de seis minutos, Hollande tentou colocar a França no centro de uma renovação europeia, garantindo que estará à frente de iniciativas nessa direção.

"A Europa não poderá continuar como era antes", constatou Hollande, defendendo "foco no que é essencial". O programa deve começar por "mais investimentos para fomentar o crescimento, criação de empregos, harmonização fiscal e social, além de um reforço da zona do euro e sua governação democrática", disse o chefe de Estado francês.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, defendeu uma renovação. "A Europa é a nossa casa. Hoje, mais do que nunca, temos certeza de que ela precisa de reformas", afirmou. "O mundo precisa de uma Europa inovadora, corajosa, democrática, de cultura e liberdade", acrescentou Renzi.

Ao comentar a decisão dos eleitores britânicos de abandonar a União Europeia (UE), o papa Francisco fez um apelo por "responsabilidade" na Europa para garantir "a convivência" dos povos. "É a vontade expressada pelo povo e requer uma grande responsabilidade para garantir o bem-estar da população do Reino Unido", disse o papa, no avião que o transportava para a Armênia.

Boris Johnson não quer pressa para negociar saída da UE

Um dos líderes da campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, afirmou que "não há necessidade de pressa" para negociar a decisão inédita. A União Europeia "foi uma ideia nobre em sua época", mas "não era mais correta para este país", afirmou Johnson, em uma entrevista coletiva.

"Agora temos uma oportunidade gloriosa para aprovar nossas leis e fixar nossos impostos de acordo com as necessidades do Reino Unido", completou o líder anti-UE dentro do Partido Conservador. Johnson prestou homenagem ao primeiro-ministro David Cameron, que decidiu convocar o referendo que resultou na vitória do Brexit, por 51,9% votos contra 48,1%. Cameron anunciou que vai deixar o cargo em outubro.

Em comunicado conjunto, os presidentes das instituições europeias pediram ao governo britânico que torne efetiva a decisão dos britânicos "o mais rápido possível" e que inicie o processo de saída da UE. O comunicado foi assinado pelos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, assim como pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que ocupa a presidência semestral da UE. Os quatro se reuniram nesta sexta-feira na sede da Comissão em Bruxelas.

Trump comemora a vitória do Brexit

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, afirmou que existem semelhanças entre sua campanha e o Brexit. "Vejo um paralelo real", afirmou Trump. Ele fez a declaração no campo de golfe de sua propriedade em Turnberry, sudoeste da Escócia. "As pessoas querem recuperar seu país, querem a independência", argumentou o candidato republicano.

Os ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 alertaram contra possíveis efeitos nefastos sobre a estabilidade econômica mundial, gerados pela onda de choque após a saída dos britânicos da UE. "Reconhecemos que a volatilidade excessiva e os movimentos desordenados do câmbio podem ter efeitos econômicos e financeiros negativos", diz o comunicado do grupo. A nota acrescenta que os bancos centrais tomaram as medidas necessárias para evitar a escassez de liquidez nos mercados.

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