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Brexit: o princípio do fim da Europa

Brexit: o princípio do fim da Europa
 
O premiê britânico David Cameron responde as questões dos eleitores sobre o referendo chris lobina / SKY NEWS / AFP

Falta apenas uma semana para referendo que vai definir o destino do Reino Unido na União Europeia e a campanha pró-Brexit está ganhando fôlego. Segundo a última pesquisa feita pelo jornal britânico The Guardian, os partidários da saída do Reino Unido estão liderando com seis pontos de vantagem. Seria o Brexit o princípio do fim da Europa?

O grande medo de Bruxelas é que uma vitória do Brexit (ou Britain exit) possa desencadear um efeito dominó na Europa. Se o Reino Unido realmente decidir sair da UE, os partidos anti-Bruxelas irão se fortalecer nas próximas eleições presidenciais. Em 2017, a França, Alemanha e Holanda vão às urnas. O perigo é que  políticos populistas-nacionalistas como Marine Le Pen da Frente Nacional francesa e Geert Wilders, líder da extrema-direta holandesa pelo Partido da Liberdade, se beneficiem do Brexit.

Esta semana, em um tom dramático, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, comparou o Brexit ao “início da destruição não apenas da União Europeia, mas de toda a civilização política ocidental”. Segundo o comissário para assuntos financeiros da UE, o britânico Jonathan Hill, os danos e desvantagens parecem atingir tanto Londres como Bruxelas. Hill enfatizou, por exemplo, que “o acesso ao mercado único europeu de bens e serviços é vital para os britânicos. Por outro lado, o know-how do mercado inglês e seu enorme setor financeiro é muito importante para a Europa”.

A maioria dos países do bloco quer que o Reino Unido continue a fazer parte da UE. A Alemanha lidera este apoio com 79% de sua população a favor da permanência dos britânicos. A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que “será difícil o Reino Unido ter a mesma força de negociação estando fora do bloco”. Na semana passada, o famoso Pew Research Center de Washington, divulgou um estudo mostrando que 70% dos entrevistados nos 10 maiores países europeus acreditam que o Brexit é uma opção ruim.

No entanto, essa mesma pesquisa ressaltou que o apoio a Bruxelas caiu consideravelmente neste último ano, devido a crise dos refugiados e a situação econômica do bloco. A má gestão de Bruxelas é a razão pela qual 42% dos entrevistados querem que mais poder seja devolvido às instituições nacionais. Este aumento do ceticismo em relação à União Europeia é uma tendência que tem sido confirmada em pesquisas recentes.

França pode punir britânicos

A França tem avisado ao Reino Unido que o Brexit trará sérias consequências. Com medo de que a Frente Nacional vença as eleições do ano que vem, o governo francês pensou em uma estratégia para impedir a saída do Reino Unido. Uma das punições seria a imposição de um novo acordo comercial para que os britânicos não tenham mais acesso ao mercado comum europeu.

Vale lembrar que 50% das exportações e importações britânicas e um terço dos serviços – incluindo as grandes operações bancárias de Londres – são feitos com países da UE. Caso o Brexit vença, o governo francês avisou que pretende deixar de controlar sua fronteira em Calais, norte do país, de onde inúmeras pessoas tentam a cada dia cruzar o Canal da Mancha clandestinamente para chegar à Inglaterra. Um dos grandes medos dos britânicos é justamente a imigração em massa.

Brexit pode fortalecer nacionalistas escoceses

A coesão dentro da Grã-Bretanha também poderia sofrer um grande impacto com o Brexit, que dará novo fôlego aos nacionalistas escoceses. Se Londres decidir romper com Bruxelas, a Escócia poderá voltar a questionar sua adesão ao Reino Unido em um novo referendo sobre a independência do país. Ontem, o Partido Trabalhista britânico lançou um apelo aos militantes para que se mobilizem contra a saída do Reino Unido da União Europeia.

O apelo marca uma mudança na postura de seu líder, Jeremy Corbyn, que até o momento, tem sido acusado de falta de convicção na defesa da permanência do país no bloco. Ninguém ousar prever as consequências a longo prazo do Brexit, mas o nome mais cotado para liderar o Partido Conservador é o do ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, árduo defensor da saída do Reino Unido. Boris foi chamado de “lobo em pele de cordeiro” por Corbyn e pode ser tornar o próximo primeiro-ministro britânico.


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