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Europa

Cerca de 630 mil carros alemães passarão por recall na Europa

media Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, no centro da Alemanha. Arquivo/AFP

Cerca de 630 mil veículos das montadoras alemãs Audi, Porsche, Opel, Mercedes e Volkswagen devem ser convocados a um recall por irregularidades em seus níveis de emissão de gases poluentes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (22) pelo governo alemão.

A medida é consequência da investigação das autoridades alemãs desde a explosão do escândalo Volkswagen, no ano passado.

Uma análise das emissões de gases poluentes de todos os modelos em circulação foi realizada nos últimos meses. Nesta tarde, o Ministério dos Transportes da Alemanha anunciou que, no total, irregularidades foram encontradas em veículos de 16 marcas: Alfa Romeo, Chevrolet, Renault, Dacia, Fiat, Hyundai, Jaguar, Jeep, Landrover, Nissan et Suzuki, além das alemãs Opel, Volkswagen, Porsche, Audi e Mercedes.

Nos veículos envolvidos, o sistema de filtro de emissões poluente é automaticamente desativado quando a temperatura exterior fica abaixo de certo limite. Mas, de acordo com as normas europeias, este mecanismo só é autorizado se permite evitar um acidente ou um dano ao motor.

Volks fecha acordo nos EUA

Na quinta-feira (21), a Volkswagen fechou um acordo com as autoridades dos Estados Unidos para oferecer aos proprietários de 480 mil carros a diesel ilegalmente contaminantes a opção de recomprar os veículos ou indenizá-los com "substanciais compensações". Ao vencer o ultimato dado ao gigante alemão para propor uma solução ao escândalo, um juiz de San Francisco disse que os donos de carros a diesel de 2 litros poderão optar por várias indenizações, entre elas a de cancelar os pagamentos pendentes do carro, se for o caso.

Os detalhes do acordo alcançado entre a Volkswagen, o departamento de Justiça e a Agência Federal de Proteção do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês) não foram revelados de imediato. A oferta, que provavelmente custará à companhia alemã bilhões de dólares, também inclui o compromisso de repassar fundos para a proteção do meio ambiente, disse a empresa em audiência. No entanto, o acordo se mostra interessante para a Volkswagen, já que diminuiria a possibilidade de que enfrente um processo judicial gigantesco que, além de custar-lhe mais dinheiro, danificaria ainda mais sua já castigada reputação.

A empresa admitiu que instalou ilegalmente em 11 milhões de veículos a diesel de motores de 2 e 3 litros um programa que mostrava que as emissões de gases se ajustavam ao permitido, quando na realidade contaminavam muito mais. Este dispositivo estava em carros da linha Volkswagen, mas também nos de outras marcas da empresa, como Porsche e Audi.

A companhia alemã disse estar comprometida em voltar a ganhar a confiança de clientes, concessionárias, organismos reguladores e o mercado norte-americano. "Este princípio de acordo é um importante passo no caminho para o que é correto", declarou.

As investigações continuam

Embora o acordo tenha sido aprovado nos Estados Unidos, a Volkswagen continua exposta a multas que, potencialmente, podem chegar a custar dezenas de bilhões de dólares. O escândalo está também sendo examinado e uma investigação penal e vários Estados estão fazendo suas próprias investigações para saber se houve transgressões a suas normas ambientais locais. O departamento de Justiça dos Estados Unidos disse que a investigação penal segue em curso.

A Volkswagen terá também que enfrentar as denúncias de cerca de 80 mil donos de carros a diesel de motores de 3 litros que também estavam dotados deste sistema enganoso.

(Com informações da AFP)

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