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Europa

Cameron publica declarações de renda e cria grupo de investigação

media Centenas de pessoas pediram neste sábdo (9) a renúncia de Cameron diante da sede do governo em Downing Street, no centro de Londres. Twitter /Djordje Kuzmanovic

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, publicou neste domingo (10) suas declarações de imposto de renda dos últimos seis anos. Cameron busca dissipar a desconfiança gerada pelo seu envolvimento no escândalo dos chamdos "Panama Papers". O gesto é inédito da parte de um chefe de governo britânico.

Os documentos publicados hoje pelo primeiro-ministro foram preparados pela empresa de contabilidade RNS, iniciais de Revisores Oficiais de Contas. Eles mostram que Cameron pagou £ 75.898, em libras esterlinas, cerca de R$ 384.000, de impostos no ano fiscal de 2014-2015, o mais recente em causa.

Além de divulgar as declarações, Cameron anunciou a criação de um grupo de trabalho para investigar os vazamentos dos "Panama Papers". O grupo será dirigido de forma conjunta pelos agentes britânicos da Receita e pela Agência Nacional do Crime (NCA). Eles vão identificar os arquivos vazados, para localizar os clientes do escritório panamenho Mossack Fonseca suspeitos de lavagem de dinheiro e de evasão fiscal. O grupo contará com um orçamento de £ 10 milhões, cerca de R$ 50 milhões.

"Este grupo de trabalho reunirá os melhores especialistas britânicos para enfrentar qualquer irregularidade em relação aos 'Panama Papers'", declarou Cameron, em uma nota, acrescentando que a equipe apresentará suas conclusões no final do ano.

"O Reino Unido está na vanguarda da ação internacional para combater o flagelo mundial da evasão e otimização fiscal", disse o primeiro-ministro. "Devemos ir além do óbvio e este grupo de trabalho vai trazer o melhor da experiência britânica para lidar com crimes relacionados com os 'Panama Papers'", argumentou.

Mas John McDonnell, responsável pelas questões financeiras no Partido Trabalhista, achou a iniciativa inadequada e pediu a criação de uma comissão de inquérito. Ele também criticou o governo conservador por ter diminuído o orçamento dos serviços fiscais.

Premiê permanece sob pressão

É pouco provável que esse grupo consiga desviar a atenção do caso pessoal de Cameron. O premiê está fragilizado desde que ele admitiu, na última terça-feira, que teve ações herdadas de um fundo de investimento de seu falecido pai criado nas Bahamas. Foram necessários quatro confusos comunicados emitidos por seu gabinete até que ele decidisse reconhecer que tinha participações nessa empresa instalada no paraíso fiscal. "Sei que deveria ter administrado melhor este assunto", admitiu o premiê no sábado.

Cameron diz ter vendido as ações antes de ser nomeado primeiro-ministro, em 2010. Ele garante ter recolhido os respectivos impostos sobre os dividendos, como prevê a legislação. Porém, desde a citação de seu nome no escândalo, centenas de pessoas têm se manifestado diariamente em frente à sede do governo, em Downing Street, para pedir a renúncia do chefe de governo. 

Jornais apontam doação suspeita da mãe de Cameron

A publicação das declarações de imposto do premiê britânico pode não ser suficiente para acabar com o debate no Reino Unido, uma vez que os principais jornais deste domingo destacam uma doação de £ 200.000, pouco mais de R$ 1 milhão, recebidos por Cameron de sua mãe em 2011.

Essa doação pode ter sido uma manobra fiscal para evitar pagar impostos elevados de herança. Uma fonte de Downing Street rebateu essa interpretação, afirmando que a doação é legal e foi declarada às autoridades fiscais.

O líder da oposição e chefe do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, que tinha criticado Cameron por suas explicações "ambíguas", disse que ele ainda não respondeu a todas as perguntas sobre os lucros obtidos pelo fundo offshore do pai antes de 2010, ano em que vendeu as ações.

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