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Europa

Papa Francisco descarta casamento entre homossexuais

media Papa Francisco disse que divorciados não podem ser "condenados para sempre". REUTERS/Tony Gentile

O papa Francisco fechou com determinação a porta ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, na exortação apostólica sobre a família divulgada nesta sexta-feira (8), na qual rejeita "os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônio". Em contrapartida, o pontífice demonstra abertura para os divorciados voltarem a se casar com o aval da igreja.

O documento, que leva o título "Amoris Laetitia", é fruto de dois ciclos de consultas e de dois tensos sínodos realizados em outubro de 2014 e outubro de 2015, sobre a crise vivida pela família cristã moderna. O papa reitera que toda pessoa, independentemente de sua tendência sexual, deve ser "respeitada em sua dignidade", procurando evitar "qualquer discriminação injusta".

No entanto, ele considera "inaceitável" equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo com o matrimônio entre um homem e uma mulher. Francisco destaca que "não existe fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas", entre ambas realidades, e rejeita as pressões para que alguns países instituam o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

Convite a divorciados

Por outro lado, o papa Francisco abre a porta aos divorciados que voltaram a se casar no civil para que possam ter acesso, de acordo com cada caso, à comunhão. Desta forma, a exortação apostólica sobre a família responde às expectativas dos que romperam o matrimônio.

"Não é possível dizer que todos os que se encontram em alguma situação chamada 'irregular' vivem em uma situação de pecado mortal", afirma o pontífice. "As pessoas não podem ser condenadas para sempre."

A segunda exortação apostólica de Francisco, "Amoris Laetitia" ("A alegria do amor"), de 260 páginas, fixa as diretrizes da igreja sobre a família e o matrimônio. O pontífice argentino decidiu convocar dois sínodos sucessivos sobre o mesmo tema para levar os católicos a refletir e buscar uma atualização sobre as transformações das sociedades modernas.

“Nem todas as discussões doutrinárias devem ser resolvidas com intervenções magisteriais", adverte Francisco, cujo texto reflete seu estilo, com uma escrita clara e direta, assim como dois princípios de seu papado: menos rigidez na doutrina e disponibilidade para escutar. O papa convida os divorciados a participar da atividade paroquial e recorda claramente que eles "não estão excomungados".

Cada caso analisado separadamente

"Essas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que se sintam discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidade", escreveu o pontífice. Ele não cita, entretanto, a admissão à eucaristia.

“Francisco explica que não é possível fixar regras canônicas gerais, válidas para todos, então o caminho é o do discernimento caso por caso", explicou o vaticanista Andrea Tornielli no site Vatican Insider. "Não existem receitas simples", reconheceu o bispo de Roma.

O pontífice argentino cita os grandes escritores latino-americanos Jorge Luis Borges, Octavio Paz e Mario Benedetti, além do psicanalista Erich Fromm. Ele pede que se evite julgamentos que "não levem em consideração a complexidade" das situações.

Casais que moram juntos, sem casar

Na segunda exortação de seu breve pontificado, Francisco aceita as uniões pré-matrimoniais como um passo adiante "para o caminho da plenitude do matrimônio e da família" e reconhece as numerosas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver. Trata-se de uma referência aos casais que vivem juntos mas não oficializaram o casamento.

Dividido em nove capítulos e 325 parágrafos, o texto do papa reitera sua visão da igreja, que "não é uma alfândega: é a casa do Pai". Francisco também aborda a preparação do casal para a vida a dois e a formação de uma família, no dia a dia, e fala pela primeira vez da necessidade de uma educação sexual. O pontífice vem demonstrando preocupação com o aumento dos divórcios, que representam um dos maiores desafios da Santa Sé em termos familiares.

Com informações da AFP
 

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