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Europa

Em missa de Páscoa, papa denuncia terrorismo e crise de refugiados

media O papa Francisco na Praça São Pedro neste domingo (27). REUTERS/Max Rossi

Sob forte esquema de segurança na Praça São Pedro, milhares de fiéis se reuniram neste domingo (27) para ouvir a mensagem "Urbi e Orbi" do papa Francisco. Na celebração, ele falou de terrorismo e da rejeição dos refugiados, traçando um quadro sombrio do mundo.

Em um dia ensolarado, apesar do medo generalizado de ataques, milhares de católicos se concentraram diante da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para acompanhar a missa de Páscoa ministrada pelo papa Francisco.

Tendo descrito durante a vigília pascal os "cristãos sem esperança" e "prisioneiros" de seus "problemas", Francisco esboçou o retrato de uma sociedade sem crença, sem moral e sem orientação, o que, a seu ver, leva alguns à tentação da violência.

"Dado o abismo espiritual e moral, frente ao vazio que provoca o ódio e a morte" (...) "que o Senhor preencha com seu amor esses vazios, esses abismos. A misericórdia de Deus é eterna!".

Sobre a crise de refugiados, Francisco condenou a "rejeição" daqueles que "poderiam oferecer hospitalidade e ajuda" aos migrantes nos países ocidentais, em um novo apelo urgente aos líderes dos países desenvolvidos, particularmente na Europa, para que não fechem as suas fronteiras.

"A fila crescente de migrantes e refugiados que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça não deve ser esquecida. Estes irmãos e irmãs encontram muitas vezes na estrada a morte ou a rejeição daqueles que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda", insistiu.

Apoio à Síria e ao Iraque

Em uma mensagem sóbria, uma nota de esperança foi dirigida à Síria. Jorge Bergoglio expressou seu pleno apoio às negociações de Genebra: "Que o Senhor abra caminhos de esperança à amada Síria, país devastado por um longo conflito" e que sofreu "a decomposição de sua sociedade civil". "Confiamos no poder do Senhor para ressuscitar as discussões em curso (...) para que possamos recolher os frutos da paz".

Ele também rezou pelo Iraque, Iêmen, Líbia, o conflito palestino-israelense, e vislumbrou alguns "fermentos de esperança" nos conflitos civis no Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.

Jorge Bergoglio também desejou "o diálogo e a cooperação de todos" na Venezuela, a única referência ao seu continente de origem.

Condenando "a forma cega e atroz da violência" do terrorismo, o chefe da Igreja Católica rezou pela Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões, Costa do Marfim e Iraque, atingidos por ataques extremistas.

"O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo, no espírito", de "crimes atrozes cometidos muitas vezes entre as paredes do lar doméstico", de "conflitos armados que submetem populações inteiras ao seu sofrimento indescritível".

"Que o Senhor nos dê sua visão de compaixão para com aqueles que têm fome e sede, os estrangeiros e prisioneiros, os marginalizados e os excluídos, as vítimas de abuso e violência", insistiu.

Forte esquema de segurança

Nenhum incidente foi registrado neste domingo ou durante as longas celebrações desta Semana Santa. Mas um forte esquema de segurança foi implantado perto da Praça São Pedro. A polícia revistava os peregrinos com detectores de metal, e os fazia passar por itinerários obrigatórios, delimitados por barreiras, para chegar até a Praça.

O Papa argentino, de 79 anos, que parecia em boa forma, apesar das muitas horas de celebrações dos últimos dias, não renunciou ao seu tradicional passeio em meio a multidão entusiasmada, a bordo de um pequeno carro branco descoberto.

Neste ano do "Jubileu da Misericórdia"
, a presença dos fiéis não era enorme, algumas estimativas apontavam para 20 mil visitantes a menos em Roma do que na Páscoa de 2015, apesar da popularidade do Francisco. O medo de ataques e o fato de que o Jubileu pode ser celebrado em todas as dioceses podem ter contribuído para esta queda.

(Com informações da AFP)

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