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Mundo

Atentado a parque no Paquistão mata mulheres e crianças

media Atendimento às vítimas no parque de Lahore. ARIF ALI / AFP

Um ataque terrorista em plena tarde de domingo (27), em um parque municipal na cidade de Lahore, no Paquistão, matou pelo menos 65 pessoas e deixou mais de 280 feridas, a maioria crianças e mulheres, segundo a polícia. O balanço inicial já faz deste o pior atentado dos últimos 18 meses no país.

Com informações de Michel Picard, correspondente da RFI em Islamabad, e da AFP

Um homem vestindo um cinturão de explosivos explodiu a si mesmo na entrada de um parque, em um bairro residencial da Lahore, cidade que é a capital Punjab, a província mais populosa e desenvolvida do Paquistão, na região leste. Ela também era considerada uma das mais seguras em um país marcado pela ameaça terrorista.

O camicase acionou os explosivos no meio de uma multidão que deixava o parque no final da tarde, às vésperas do inicio das férias escolares. Testemunhas descrevem cenas sangrentas de pedaços de carne humana dispersas na entrada do parque Gulshan-e-Iqbal. Segundo frequentadores que sobreviveram, havia pouca fiscalização ou seguranças no local e nas ruas ao redor.

Tensão também em Islamabad

As vítimas são principalmente mulheres e crianças que, no Paquistão, tem o hábito de passar as tardes de domingo nos parques municipais. Os hospitais da cidade estão em estado de urgência, recebendo dezenas de ambulâncias.

O dia também foi marcado por grandes manifestações na capital, Islamabad, a 380km de Lahore. A polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 25.000 partidários de Mumtaz Qadri, um islamita executado no mês passado por matar em 2011 o governador de Punjab, Salman Taseer, que se manifestavam em Rawalpindi.

Mumtaz Qadri tinha reivindicado o assassinato, alegando querer vingar Salman Taseer, um político progressista que havia defendido Asia Bibi, uma cristã condenada à morte por blasfêmia. A manifestação de Rawalpindi não foi transmitida pelos canais de notícias, uma vez que os meios de comunicação estão sujeitos a uma censura crescente do Estado que não quer ver esse tipo de protesto crescer no resto do país.

Histórico de ataques

Em novembro de 2014, um atentado suicida dos talibãs em Wagah, na fronteira com a Índia, matou mais de cinquenta pessoas. Nos últimos anos, as igrejas têm sido alvos de ataques em Lahore, reduto do primeiro-ministro Nawaz Sharif, na província de Punjab.

No Paquistão, grupos islâmicos armados atacam com frequência a minoria cristã, que representa cerca de 2% da população deste país muçulmano, predominantemente sunita, de 200 milhões de habitantes. Alguns cristãos também foram acusados de ter ofendido o Islã, um crime punível com a pena de morte no Paquistão, segundo uma lei controversa de blasfêmia.

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