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Europa

Rota dos Bálcãs é totalmente fechada para migrantes

media Migrantes clandestinos na fronteira da Eslovênia tentando entrar na Áustria : rota foi completamente fechada. REUTERS/Leonhard Foeger

A rota dos Bálcãs, no sudeste europeu, foi completamente fechada nesta quarta-feira (9), após a decisão da Eslovênia de não deixar mais passar migrantes pelo seu território. A medida visa desestimular que novos candidatos a refugiados venham à Europa, mas acentua o risco de uma crise humanitária na Grécia.

“A rota [dos Bálcãs] para a migração clandestina não existe mais”, afirmou o primeiro-ministro esloveno, Miro Cerar. A Eslovênia fechou suas fronteiras aos migrantes sem visto, o que foi copiado pela Croácia, Sérvia e Macedônia.

Na última segunda-feira (7), após complicadas discussões em Bruxelas, os países membros da União Europeia não quiseram decretar oficialmente o fechamento da rota dos Bálcãs que, após o verão no Hemisfério Norte, tornou-se um corredor humanitário para deixar passar possíveis candidatos a asilo político.

A decisão tomada na capital eslovena aumenta um pouco mais a pressão sobre a União Europeia e a Turquia, para que seja finalizado um acordo que controle o fluxo de refugiados que tem atravessado o mar Egeu para chegar na Grécia.

Acordo gera polêmica

O que mais surpreende neste acordo, que vem sendo contestado por ONGs e que ainda não foi aprovado pela União Europeia, é a possibilidade que cada sírio reconduzido à Turquia a partir das ilhas gregas, um outro sírio vindo da Turquia seja acolhido em um estado membro da União Europeia.

O governo austríaco saudou a iniciativa eslovena, dizendo que iria desencorajar, num futuro próximo, mais migrantes para tomar o caminho do exílio na Europa.

"Estamos acabando com o incentivo para que estas pessoas venham para a Europa. Trata-se do fim das 'portas abertas', que atraía muitos migrantes”, afirmou o chefe da diplomacia austríaca, Sebastian Kurz, para a televisão publica do país.

"A política de 'convite' deu falsas esperanças às pessoas e explica a existência de migrantes que hoje estão presos na Grécia", acrescentou o ministro, numa alusão ao anúncio feito pela chanceler alemã, Angela Merkel, no ano passado, de que seu país aceitaria maciçamente refugiados sírios.

Risco de crise humanitária na Grécia

O fechamento imediato da rota dos Bálcãs aumenta o risco de uma crise humanitária na Grécia, onde mais de 36 mil migrantes estão bloqueados, incluindo cerca de 13 mil entre Idomeni e a fronteira da Macedônia, em condições atrozes.
 

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