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Europa

Saída de Assange da embaixada do Equador em Londres depende da ONU

media Julian Assange,fundador do WikiLeaks,durante coletiva na embaixada equatoriana no centro de Londres 18 de agosto de 2014. Foto de arquivo. REUTERS/John Stillwell/Pool

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta quinta-feira (4) estar pronto para deixar a embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado há mais de três anos. Isso se o grupo de trabalho sobre detenção arbitrária da ONU, que analisa seu caso, decidir que sua detenção na embaixada é ilegal.

A decisão será anunciada nesta sexta-feira, mas deve ser favorável ao fundador do Wikileaks, de acordo com a imprensa britânica. Caso contrário, Assange disse que poderá deixar local logo depois do almoço e se entregar à polícia britânica. Em setembro de 2014, o fundador do Wikileaks prestou queixa contra a Suécia e a Grã-Bretanha junto à comissão da ONU para reconhecer seu confinamento na embaixada equatoriana como uma detenção ilegal.

Assange é acusado por uma sueca de um estupro cometido na região de Estocolmo, em agosto de 2010. Ele afirma que a relação foi de comum acordo e que se trata de uma armação para extraditá-lo aos Estados Unidos. Assange vive recluso na embaixada desde junho de 2012, e pode ser preso a qualquer momento pela polícia britânica.

Visado por um mandado de busca europeu, ele se recusou a prestar depoimento na Suécia com medo de ser extraditado para os Estados Unidos. No país ele teria problemas com a Justiça depois de publicar, em 2010, mais de 500 mil documentos confidenciais sobre o Iraque e o Afeganistão, além de 250.000 correspondências diplomáticas. O soldado americano Bradley Manning, fonte que deu as informações para Assange, foi condenado a 35 anos de prisão por espionagem.

Assange fundou o Wikileaks em 2006 para denunciar os delitos do governo e instituições, publicando documentos confidenciais em escala mundial. Na queixa enviada à ONU, ele explica que a única proteção da qual ele beneficia é ficar preso na embaixada – sendo essa a única maneira para ele de usufruir do direito de asilo.

Governo britânico diz que tem obrigação de extraditar Assange

O governo britânico lembrou nesta quinta-feira que ele tinha “a obrigação legal de extraditar o fundador do Wikileaks, Julian Assange, se ele deixasse a embaixada do Equador em Londres. “Existe um mandado de busca europeu por estupro e o Reino Unido tem a obrigação de extraditá-lo para a Suécia”, de acordo com um porta-voz do governo.
 

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