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Europa

Crise nos países emergentes afeta crescimento na zona do euro

media O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 6,9% em 2015, o menor resultado desde 1990, balançando as perspectivas econômicas na zona do euro. REUTERS/Jason Lee

A Comissão Europeia rebaixou levemente nesta quinta-feira (4) sua previsão de crescimento da zona euro em 2016. As expectativas de Bruxelas foram reduzidas devido aos riscos representados pela desaceleração das economias emergentes, em particular a da China.

A Comissão Europeia prevê uma expansão média de 1,7% do PIB nos 19 países da zona euro, um décimo a menos que no ano passado. "Os riscos que pesam sobre a economia se acentuam e surgem novos desafios", afirma a Comissão. "O fator central é a desaceleração dos países emergentes", principalmente a China, confirmou o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.

Além da instabilidade externa, a política monetária entre os países que adotam a moeda única, visada pelas medidas do Banco Central Europeu (BCE), assim como um euro e um petróleo baratos, que impulsionam as exportações, poderão ser insuficientes para manter o crescimento, afirma a Comissão. O objetivo do BCE é manter a inflação inferior a 2%, mas uma tendência negativa poderá incentivar a adiar as decisões de compra, alimentando assim a ameaça de deflação.

Fechar as fronteiras também pode ter impacto econômico negativo

A Comissão também alerta que uma suspensão da livre circulação de pessoas no espaço Schengen, que vários membros do bloco promovem para frear a chegada de migrantes, poderá afetar de maneira negativa a recuperação econômica na região. Mais de um milhão de migrantes chegaram à União Europeia (UE, composta por 28 países) em 2015. Esse contexto criou um grande desafio político, que poderá facilmente reduzir o crescimento se não for tratado corretamente, assinala Bruxelas.

"Uma suspensão maior de Schengen [com a reintrodução de controles fronteiriços neste espaço] e medidas que ponham em perigo os êxitos do mercado interno poderão potencialmente perturbar o crescimento econômico", conclui o estudo.

Situação econômica da França, Espanha e Portugal também preocupa

Segundo a Comissão Europeia, França, Espanha e Portugal não cumprirão seus objetivos de déficit para adaptar suas contas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, que fixa um déficit máximo de 3% e um limite de 60% do PIB à dívida pública. O desajuste é resultado do resgate de suas economias durante a crise financeira de 2008, que aumentou o peso da dívida pública e afundou os déficits.

De acordo com as previsões da Comissão, o déficit da zona euro em 2016 será de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e em 2017 alcançará -1,6%. Já a dívida pública representará 92,7% do PIB das 19 economias da moeda única, com fortes disparidades entre os países.

Sem surpresa, os mais atingidos pela crise, como Espanha ou Grécia, veem sua dívida pública aumentar de ano em ano. Para os espanhóis, ela representará 101,2% de seu PIB, enquanto que para os gregos, que receberam no ano passado um terceiro resgate financeiro, a dívida será de 185% de seu PIB, um nível insustentável para alguns de seus sócios.

Mesmo se registrou melhoras em suas contas, a Espanha não cumprirá seu objetivo de déficit, que será de 3,6% este ano, depois de alcançar 4,8% em 2015, segundo dados da Comissão. Bruxelas reitera a Madri seu pedido de corrigir sua lei fiscal de 2016 para acatar a norma. No caso da França, o déficit será, em 2016, de 3,4%, depois de registrar 3,7% no ano passado. Apenas em 2017, ano eleitoral, cairá a 3,2%, próximo das estimativas de Bruxelas. Quanto a Portugal, a Comissão espera as últimas propostas do novo governo de esquerda para emendar seu orçamento de 2016. A Comissão prevê que o país terá um déficit de 3,4% este ano, depois de um desequilíbrio de 4,2% em 2015. Lisboa aceitou na quarta corrigir o orçamento com um objetivo de objetivo de déficit de 2,4% para este ano.

(Com informações da AFP)

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