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Europa

Princesa da Espanha e marido comparecem em tribunal por denúncia de corrupção

media A infanta Cristina da Espanha chega nesta manhã ao tribunal em Palma de Mallorca Reuters

Começou nesta segunda-feira (11) em Palma de Mallorca, na Espanha, o processo por corrupção que ameaça a já deteriorada imagem da monarquia espanhola, e envolve a infanta Cristina de Bourbon, irmã do rei Felipe 6°.  

Pela primeira vez na Espanha, uma irmã do rei, Cristina de Bourbon, comparecerá diante da Justiça em um processo por desvio de dinheiro público que envolve 17 pessoas. Trata-se de um dos maiores escândalos de corrupção dos últimos anos, que envolve principalmente seu marido, o ex-campeão olímpico de handball Iñaki Urdangarin.

O casal chegou ao tribunal cerca de meia hora antes da abertura do processo, nessa segunda-feira. Na sala, estão pregados um porta-retrato do irmão de Cristina, o rei Felipe 6°, e de seu pai, o antigo rei Juan Carlos, que abdicou em 2014. A princesa chegou sem dar declarações e passou correndo diante de dezenas de jornalistas que a esperavam na porta do tribunal.

Segunda filha do antigo rei Juan Carlos e da rainha Sofia, Cristina é acusada de ter dissimulado do Fisco cerca de € 6 milhões (mais de R$ 26 milhões) desviados dos cofres públicos pelo seu marido e seu sócio, Diego Torres. Ela sempre insistiu que não sabia qual era a origem do dinheiro e que confiava em Urdangarin, com quem vive há 18 anos. Ela se recusa a pedir o divórcio apesar da pressão da família, que teme as consequências do caso para a monarquia.

A princesa vive desde 2013 em Genebra, exilada, e se diz disposta a comparecer “serenamente” diante da Justiça, de acordo com seu advogado, Miquel Roca. Segundo ele,“não se pode criticar um casal que se ama e se entende”. Essa é a estratégia da defesa para livrar a infanta da prisão.

Contratos superfaturados

Urdangarin, 47 anos, é acusado de ter superfaturado uma série de contratos assinados entre 2004 e 2006 pelo Instituto Noos, uma fundação sem fins lucrativos dedicada à organização de eventos esportivos, dirigida por ele em parceria com os governos regionais de Baleares e Valência. Os lucros teriam sido repartidos entre diferentes empresas fantasmas, propriedade de Cristina e Urdangarin, que teriam financiado as despesas pessoais do casal, viagens, reformas ou ainda cursos de dança.

Caso  sejam condenados por prevaricação, desvio de dinheiro, fraude fiscal, delito fiscal, falsificação e lavagem de dinheiro, entre outros crimes, o cunhado do rei da Espanha pode ser condenado a 19,5 anos de prisão, segundo o pedido da promotoria, e seu ex-sócio a 16,5 anos.

A princesa Cristina enfrenta um pedido de oito anos de prisão acusada de suposta fraude fiscal, mas pode acabar escapando do julgamento se seus advogados conseguirem convencer os juízes que ela não estava a par dos negócios escusos do marido.
 

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