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Europa

Espanha reforça policiamento e revive trauma dos ataques da Al Qaeda

media Duas mulheres se abraçam diante de velas e flores depositadas na frente da embaixada da França em Madri. REUTERS/Sergio Perez

Alvo de atentados e de células terroristas, a Espanha também está em estado de alerta. Desde sexta-feira (13), logo após a onda de atentados em paris, Madri reforçou o policiamento nas ruas da cidade. A capital espanhola viveu o maior ataque terrorista da Europa no pós-guerra. O governo estuda aumentar o alerta por atentados do atual nível 4 para 5, o mais elevado da escala.

Luisa Belchior, correspondente em Madri

Ao saber dos atentados de Paris, Madri reviveu momentos de pânico e horror já conhecidos na cidade. Em maio de 2004, uma série de bombas explodiu em trens da rede de metrô, resultando na morte de 192 pessoas. O ato, reivindicado pela rede Al Qaeda, fez o país se solidarizar ainda mais com Paris, segundo o chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy. Neste domingo, Rajoy colocou suas forças armadas à disposição da França.

Na próxima semana, ministros espanhóis e franceses devem se reunir para discutir estratégias comuns de combate ao grupo Estado Islâmico (EI). O grupo terrorista tem no sul da Espanha uma de suas maiores células dentro da Europa.

Desde os atentados ao metrô de Madri, o governo espanhol mantém um forte aparato para identificar e prender suspeitos de integrar esse grupo extremista. Só neste ano, mais de 60 simpatizantes do EI foram detidos na Espanha, um recorde em toda a Europa.

Os atentados de Paris, reivindicados pelo EI, causaram a morte de 128 pessoas e deixaram 350 feridos. Ao menos quatro espanhóis estão entre as vítimas fatais desses ataques.

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