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Europa

Justiça mantém greve na Lufthansa e voos para o Brasil são cancelados

media Aviões da Lufthansa parados na pista do aeroporto de Munique nesta quarta-feira, 11 de novembro de 2015. REUTERS/Michael Dalder

A justiça alemã autorizou a continuidade da greve de tripulantes da companhia aérea Lufthansa. Cerca de 930 voos devem ser cancelados nesta quarta-feira (11), afetando pelo menos 100 mil passageiros. Dos três voos previstos hoje para o Brasil, dois foram afetados: o LH 506 que sairia às 21h55 (pelo horário local) de Frankfurt para São Paulo e o LH 500 que deveria decolar às 22h15 também de Frankfurt para o Rio de Janeiro.

A paralisação, que começou na semana passada, já está sendo vista como uma das mais longas da história da empresa alemã. O litígio envolve questões salariais e de direito à aposentadoria. A autorização judicial obtida pelos grevistas estende o movimento até a noite de sexta-feira (13).

A paralisação, no entanto, não afeta as outras empresas do grupo, como a Swiss, Austrian e as companhias aéreas low cost Germanwings e Eurowings.

Impasse nas negociações

A direção da Lufthansa declara estar disposta a negociar com os sindicatos para interromper a greve antes do prazo anunciado, mas os representantes dos funcionários recusam o diálogo. A direção acusa o comportamento dos sindicatos de "totalmente incompreensível" devido às ofertas que já foram colocadas sobre a mesa. Os sindicalistas falam em "provocação".

Há vários meses o clima entre a direção e os funcionários da Lufthansa é de extrema tensão. O conflito envolve 5,4 mil pilotos e mais de 19 mil comissários de bordo. Os sindicatos lutam contra o programa de reestruturação do grupo, que prevê cortes de gastos para enfrentar a concorrência com as empresas low cost e também com as companhias do Golfo Pérsico.

A direção declara que não vai ceder aos grevistas e reitera as propostas de um bônus "excepcional" de € 3 mil, a aceitação de exigências do sindicato UFO sobre pré-aposentadoria e também redução do número de voos.

Diante do impasse nas negociações, os sindicalistas não descartam uma extensão do movimento até depois de sexta-feira.

Passageiros fazem fila no aeroporto de Munique. REUTERS/Michael Dalder

Prejuízos desconhecidos

Desde o início da greve, na última sexta-feira (6), a mobilização já provocou o cancelamento de 2.800 voos e atrapalhou os projetos de pelo menos 330 mil passageiros.

Devido à paralisação, cerca de 100 mil passageiros devem ficar bloqueados nos aeroportos de Munique (sul), Frankfurt (sudoeste) e Düsseldorf (oeste), os três onde a companhia aérea mantém seu pessoal de cabine. Até o momento a Lufthansa não divulgou os prejuízos da greve para os cofres da empresa.

Batalha jurídica

Para tentar encurtar a greve, a direção da Lufthansa entrou com uma ação na justiça. A estratégia não deu certo e ainda provocou uma grande confusão. Em Düsseldorf, um tribunal proibiu a greve dos tripulantes no aeroporto da cidade, argumentando que o sindicado UFO não foi claro em suas reivindicações antes de decretar a greve. O problema é que a decisão era válida apenas para terça-feira e não teve tempo de ser aplicada. Até sexta-feira, o tribunal deverá julgar a legalidade da mobilização.

Outro tribunal, em Darmstadt, no sudoeste do país, autorizou a greve nos aeroportos de Frankfurt e Munique até o dia 13.

Em setembro, a justiça alemã já tinha proibido o sindicato Cockpit de fazer greves pontuais, estimando que era um meio ilegal de protestar contra a nova estratégia da empresa. Nesta terça-feira (10), o Cockpit anunciou que irá recorrer da decisão na Corte Constitucional, a mais alta instância jurídica do país.
 

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