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Europa

Ensaio de moda inspirado em migrantes provoca ira na internet

media Ideia de simular migrante "fashion" não agradou internautas. Norbert Baska

Um fotógrafo húngaro se inspirou no tema “migrantes” para fazer um ensaio de moda, mas a ideia não agradou. As imagens receberam tantas críticas dos internautas que o profissional teve de retirá-las do seu site.

O fotógrafo clicou as modelos em posições sensuais, em cenários que imitam as barreiras nas fronteiras europeias. Elas vestem roupas mínimas, cobrem os cabelos com um lenço e simulam fazer selfies com smartphones, em frente às cercas de arame farpado. Para dar um toque ainda mais real, Baksa chegou até a encenar um suposto conflito com a polícia.

A série, intitulada Der Migrant, foi publicada na terça-feira (6) no site do fotógrafo, um “profissional independente com 20 anos de experiência em moda”, como ele se define. Menos de dois dias depois, ele foi obrigado a retirá-las, “devido à grande repercussão negativa”, explicou, “daqueles que consideram as fotos insultantes”.

Nas redes sociais, os internautas não pouparam críticas, afirmando que as imagens são de mau gosto e tentam embelezar uma situação que, na realidade, é dramática. Os milhares de migrantes fogem das guerras e da miséria na África e no Oriente Médio. Ao conseguir chegar na Europa, onde procuram asilo, os refugiados são obrigados a percorrer milhares de quilômetros até o destino final, em condições de extrema precariedade.

Explicação só piorou

Ao justificar o ensaio no Twitter, Baksa afirmou que o seu objetivo era fazer as pessoas “pensarem na situação sob ângulos diferentes”. Mas a explicação só piorou o quadro.

O fotógrafo disse que as notícias sobre o assunto são “incompletas” e “sempre têm um lado”. Por isso, ele quis expor mais pontos de vista sobre a questão, como destacar que há “pessoas miseráveis mas, ao mesmo tempo, muito bonitas, e que, apesar da sua situação, têm roupas de qualidade e um smartphone”. Baksa acrescentou que em nenhum momento quis ofender os migrantes.

A postura rígida do governo da Hungria, abertamente contrária à chegada de refugiados, foi criticada por líderes europeus e pela ONU. O país reforçou a legislação de repressão da imigração ilegal, prevendo penas de prisão, e instalou uma polêmica cerca na fronteira com a Sérvia e a Croácia, para proteger o próprio território.
 

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