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Europa

Portugueses vão às urnas após quatro anos de austeridade

media O premiê Passos Coelho durante o último dia da campanha para as legislativas (2 de outubro) REUTERS/Rafael Marchante

Os portugueses vão às urnas neste domingo (4) em eleições legislativas que devem funcionar como um veredicto dos quatro anos de um draconiano regime de austeridade econômica empreendido pelo premiê conservador Pedro Passos Coelho. A coalizão de centro-direita liderada pelo atual primeiro ministro aparece na frente nas pesquisas, com 37,5% das intenções de votos contra 32,5% para o Partido Socialista liderado pelo ex-prefeito de Lisboa Antonio Costa.

A crise grega, que os portugueses acompanham atentamente, tem peso importante na vantagem da coalizão de direita, que compara com frequência os socialistas portugueses ao partido grego de esquerda, o Syriza, que fracassou em seus objetivos de não ceder aos credores. Depois de meses de negociações infrutíferas, a sigla liderada por Alexis Tsipras foi obrigada a capitular e engolir um humilhante plano de austeridade em troca da liberação de um novo resgate financeiro.

"Estou muito tranquilo, esperando o veredicto do povo", declarou Passos Coelho depois de votar em Massama, periferia da capital. Mas, mesmo em caso de vitória, Passos Coelho pode se ver impossibilitado de formar um governo, caso os socialistas escolham formar uma frente comum com a esquerda antiliberal, que deve obter entre 16% e 18% dos votos.

Isso porque, como a diferença é pequena, dificilmente o próximo governo formará a maioria parlamentar absoluta de 116 dos 230 deputados. Esse cenário assusta os dois lados, que temem que um parlamento minoritário fique à mercê de acordos aleatórios ameaçando a possibilidade de combater efetivamente a crise econômica, um ano e meio depois de o país ter saído de um plano de resgate da União Europeia.

Austeridade e empobrecimento

Eleito em junho de 2011, Passos Coelho afirma que tirou Portugal de uma das piores crises de sua história. Ao chegar ao poder, Passos Coelho encontrou o país à beira do "default" e seu antecessor, o socialista José Socrates, acabara de pedir uma ajuda de € 78 bilhões à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Passos Coelho aplicou uma política de austeridade sem precedentes, que combinou elevação de impostos, redução de salários e benefícios e um amplo programa de privatizações. Em 2014, a economia portuguesa voltou a crescer, após três anos de recessão, e em julho de 2015 o desemprego era de 12%, contra 17,5% no início de 2013.

Mas um português a cada cinco vive abaixo da linha da pobreza, com renda anual inferior a 5 mil euros. Para Passos Coelho, uma vitória dos socialistas seria "uma volta às velhas políticas demagógicas que levaram o país à falência". Antonio Costa acusa Passos Coelho de exceder as exigências da UE, do Central Europeu e do FMI, aplicando um "programa de empobrecimento" da população.

As seções eleitorais fecham às 19h locais (15h, em Brasília) e as primeiras estimativas devem sair uma hora depois. Mais de 9,6 milhões de portugueses devem votar até o fim do dia.
 

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