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Europa

UE anuncia meta de "carbono zero" até 2100 para Conferência de Paris

media UE anuncia meta de "carbono zero" até 2100 para Conferência de Paris AFP

Os países membros da União Europeia (UE) acordaram formalmente sua posição comum para a Conferência de Paris (COP 21) sobre o clima, que contempla uma redução de 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, 50% até 2050 e uma "neutralidade de carbono" até 2100. "Conseguimos um acordo muito antes que o previsto, e ele é bem equilibrado", comemorou Carole Dieschbourg, ministra do Meio Ambiente de Luxemburgo, país que ocupa a presidência semestral da UE.

O acordo, concluído após uma reunião dos 28 ministros do Meio Ambiente em Bruxelas, firma as bases da negociação que a União Europeia irá levar à COP21, que ocorrerá no final de novembro em Paris.

A UE propõe um pico das emissões de gases de efeito estufa no mais tardar até 2020, uma redução de 50% de hoje a 2050 (relativa aos níveis de 1990) e atingir a "neutralidade", com o nível zero "ou menos", de hoje até o final do século. Significa que as emissões são compensadas por diferentes meios de luta anti-carbono como as novas tecnologias, plantação de árvores etc. Uma visão a longo prazo sobre a qual até então os europeus tinham tido dificuldade para entrar em acordo.

Ambicioso e sustentável

Num prazo um pouco menor, a UE colocou sobre a mesa seu próprio objetivo até 2030: a redução de 40% das emissões, como havia prometido desde março ao apresentar à ONU sua contribuição para a COP21. "É motivador ver que 62 países no mundo já apresentaram suas contribuições, o que representa quase 70% das emissões no mundo. É muito mais do que se chegou nas negociações de Kyoto, apenas 14%", ressaltou Dieschbourg.

O acordo negociado em Paris deverá ser legalmente limitador, "ambicioso e sustentável", pedem os 28 ministros em suas proposições finais. "Entramos em acordo sobre um mandato de negociação realmente exigente", estimou a ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, enquanto sua colega francesa, Ségolène Royal, o chamou de "ofensivo", fazendo da Europa "uma força motriz".

Revisão quinquenal

"A UE está totalmente equipada para um acordo ambicioso na conferência de Paris sobre o clima", estimou o comissário europeu, o espanhol Miguel Arias Cañete. Aspecto comemorado por Cañete, que falará em nome da UE em Paris, os estados-membro concordaram em apoiar um mecanismo de verificação e revisão, que será ativado a cada cinco anos, para garantir que o planeta continue nos trilhos da COP21.

"Estou muito contente de tenhamos entrado em acordo sobre a ideia de uma reavaliação a cada cinco anos: que os países se reencontrem para avaliar e reforçar seus objetivos e emissões à luz dos progressos da ciência" comemorou o comissário espanhol. "É um ponto importante para termos um acordo confiável", garantiu Carole Dieschbourg.

Entre os outros pontos discutidos, os europeus miram a "adaptação" ao aquecimento global, encorajando a encontrar soluções em escala nacional e multiplicar as iniciativas em termos de desenvolvimento sustentável: a "política pela prova", segundo expressão usada por Royal. "A França, que tem a responsabilidade de sediar a conferência do clima, fez tudo para ser exemplar sob este ponto de vista com a lei de transição energética", observou.

As conclusões europeias também fazem referência ao financiamento (que pertence em última instância aos ministros da Economia), reiterando o compromisso europeu no Fundo Verde para o Clima da ONU, inclusive no acordo de Copenhague: 100 bilhões de dólares por ano até 2020 para financiar a luta contra o aquecimento global. Atualmente, este Fundo Verde é dotado de pouco mais de 10 bilhões de dólares - e mais da metade vem da UE. "É um aspecto importante para obter a confiança dos países do Sul", observou Hendricks.

Defensores do meio ambiente

Mas, do lado dos defensores do meio ambiente, as reações foram mais moderadas. "A Europa pode e deve fazer mais para acelerar a transição energética para um sistema baseado nas energias renováveis e se comprometer a abandonar progressivamente as energias fósseis", afirmou o conselheiro sobre política energética da Europa do Greenpeace, Jiri Jerabek.

A rede Carbon Market Watch lamentou a ausência de uma posição europeia obliterando a demanda dos países em desenvolvimento de limitar o período de compromisso dos objetivos climáticos a cinco anos.
Segundo o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, os negociadores da ONU encarregados de preparar um projeto de acordo devem submeter no mês de outubro um texto de cerca de vinte páginas "no qual as grandes opções serão abordadas".
 

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