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Europa

Após abertura para refugiados, Alemanha tem novo recorde de imigrantes

media Migrantes ficaram sem ter onde dormir e passaram a noite em estação de trem de Munique, na Alemanha. REUTERS/Michaela Rehle

A cidade de Munique, no sul da Alemanha, enfrenta dificuldades para receber os milhares de migrantes que chegaram nos últimos dias, depois que o governo alemão prometeu ampliar o acolhimento de refugiados. Somente neste sábado (12), 12,2 mil sírios, iraquianos ou eritreus desembarcaram em Munique, porta de entrada dos estrangeiros no país. A polícia local e o ministro dos Transportes declararam que a cidade chegou ao “limite da capacidade de recepção”.

A falta de vagas em abrigos fez com que dezenas de pessoas fossem obrigadas a dormir na rua na última noite, usando cobertores e colchões térmicos fornecidos pelas autoridades alemãs. Os refugiados vêm dos Bálcãs pela Hungria, passam pela Áustria e enfim chegam à Alemanha, que se transformou no destino ideal para uma grande parte dos migrantes, ao lado do Reino Unido.

A imprensa local afirma que a situação em Munique está cada vez mais próxima de uma “catástrofe humanitária”. Comentando os últimos acontecimentos, o ministro alemão dos Transportes denunciou, neste domingo (13), o “fracasso completo” no controle das fronteiras da União Europeia. Ele pediu medidas “eficazes” para diminuir a chegada de estrangeiros na Europa.

“Medidas eficazes são necessárias para acabar com o fluxo, diante do fracasso completo da União Europeia” para controlar as fronteiras, declarou Alexander Dobrindt, por comunicado. “A proteção das fronteiras externas não funciona mais”, disse o ministro.

Divergências no governo alemão

Dobrindt destacou que “os limites da capacidade” de recepção de migrantes pela Alemanha “foram atingidos” e advertiu que “esse sinal deve ser compreendido sem ambiguidade pelos demais países europeus”. “A Alemanha ajuda há meses na questão de refugiados e com um envolvimento bem maior do que todos os outros países europeus”, alfinetou o ministro, que faz parte da ala mais conservadora da coalizão de governo da chanceler alemã, Angela Merkel.

Os comentários ilustram as tensões políticas internas que o governo alemão enfrenta neste momento, sobre até que ponto o país deve colaborar para acolher os migrantes. Merkel adotou uma postura ativa na questão, marcada pela solidariedade e a generosidade em relação aos refugiados. Mas nem todos no governo concordam que o país deve abrir tanto assim as suas fronteiras para os estrangeiros, que fogem das guerras, da perseguição e da miséria na África e no Oriente Médio.

Reunião crucial sobre plano europeu

O impasse acontece na véspera de uma reunião dos ministros do Interior e da Justiça dos 28 países da União Europeia para tratar da crise migratória. O encontro será em Bruxelas.

Os ministros tentarão chegar a um acordo sobre o último plano europeu para recepcionar os estrangeiros, apresentado pela Comissão Europeia. O foco das discórdias se concentra na proposta de estabelecimento de cotas obrigatórias de refugiados por país, uma ideia rechaçada principalmente pelos países do leste europeu, como Hungria, Polônia e República Tcheca.

Manifestações

Neste sábado, milhares de europeus foram às ruas para se manifestar contra e favor dos migrantes. Em capitais como Londres, Copenhague, Lisboa ou Paris, os protestos pediam um acolhimento maior e mais digno dos refugiados pela Europa. No entanto, em cidades como Varsóvia, Praga e Bratslava, a demanda era no sentido oposto: os manifestantes rejeitaram o aumento do número de refugiados, alegando questões econômicas, mas também por temerem uma “invasão muçulmana” na União Europeia.

Com informações AFP

 

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