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Europa

Centenas de migrantes partem a pé da Hungria rumo à Áustria

media Centenas de migrantes caminham ao longo de uma rodovia de Budapeste em direção à Áustria nesta sexta-feira (4). REUTERS/Laszlo Balogh

Bloqueados há vários dias na principal estação de trem de Budapeste, na Hungria, mais de mil migrantes decidiram nesta sexta-feira (4) tentar chegar à fronteira austríaca à pé, percorrendo um caminho de 175 quilômetros. No início da semana, autoridades húngaras proibiram as saídas de trem da em direção à Áustria e à Alemanha, dois dos principais destinos dos migrantes.

Na multidão que atravessou uma das principais pontes sobre o Danúbio e lotou uma grande rodovia da capital, estão famílias inteiras, entre elas, dezenas de crianças e até cadeirantes.

Ao grupo uniram-se pessoas que conseguiram escapar do acampamento de refugiados de Bickse, para onde um grupo de migrantes foi enviado à força ontem em um trem. Eles foram convencidos pela polícia de que o veículo se dirigia à Áustria, mas parou alguns quilômetros depois, próximo a este acampamento de refugiados.

As pessoas se recusaram a descer do trem e entraram em confronto com a polícia, que tentou retirá-los à força. Hoje, muitos decidiram ceder à pressão e aceitaram ser levados ao acampamento, especialmente mulheres com crianças. Outros fugiram correndo dos policiais, gerando pânico no local. Um afegão, de 51 anos, foi encontrado morto nos arredores da estação de Bickse, provavelmente morto no confronto com a polícia que tentava impedir a fuga das pessoas.

Fuga do acampamento

Outros cerca de 300 migrantes fugiram hoje do abrigo húngaro em Roszke, o que levou as autoridades a fechar parcialmente um ponto de passagem na fronteira com a vizinha Sérvia.

Esse acampamento acolhe cerca de 1.500 migrantes, em sua maioria detidos depois de cruzar a fronteira entre a Sérvia e a Hungria. Depois da fuga, a polícia cercou o local com grades para evitar que mais pessoas escapem e tomem a estrada em direção à Áustria.

Legislação contra imigrantes

O Parlamento da Hungria reforçou hoje sua legislação contra imigrantes, em resposta à ida em massa de pessoas que passam pelo país para chegar à Europa Ocidental. Proposta pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, a nova lei permite o envio de militares às fronteiras e torna a imigração ilegal passível de uma pena de até três anos de prisão.

Mais cedo, Orban declarou que o fluxo de migrantes é “inesgotável” e que os europeus podem, no futuro, ser minoritários em seu próprio continente. Para o premiê, milhões de pessoas podem chegar até o final do ano à Europa, o que representa um risco para as “raízes cristãs” do continente. “Temos o direito de decidir não receber um grande número de muçulmanos em nosso país”, disse.

Um dos principais países de trânsito na Europa central, a Hungria recebeu mais 3.300 migrantes só na quinta-feira (3), anunciou nesta sexta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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