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Europa

Rússia abre 1° processo contra militar ucraniana desde início do conflito

media A piloto militar ucraniana Nadia Savchenko, acusada da morte no ano passado de dois jornalistas russos no leste separatista da Ucrânia. Reuters/Maxim Zmeyev

A Rússia abriu nesta quinta-feira (30), o processo contra a piloto ucraniana Nadia Savtchenko, acusada de ter matado dois jornalistas russos no ano passado, no leste separatista da Ucrânia. Essa é a primeira vez que um militar ucraniano é julgado em solo russo, desde o início do conflito que opõe separatistas e forças leais a Kiev.

A audiência a portas-fechadas começou no fim desta manhã, em Donetsk, no sul da Rússia, a apenas 220 km da cidade ucraniana homônima, que é o principal refúgio separatista e capital da autoproclamada República Popular de Donetsk.

A acusada estava presente na sessão e encontrou com seus advogados. Um deles, Mark Feiguin, escreveu no Twitter, que "ela passa bem". Também compareceram à corte, representantes das embaixadas de Estados Unidos, União Europeia, Grã-Bretanha, Canadá, Noruega e Áustria.

Inicialmente acusada de "cúmplice" nas mortes dos jornalistas Igor Korneliuk e Anton Volochin, Nadia Savtchenko responde agora como "co-autora de um assassinado premeditado". Os dois morreram atingidos por um morteiro e Nadia teria corrigido os tiros das forças ucranianas. A piloto de helicóptero, que pode ser condenada a até 25 anos de prisão, rejeita todas as acusações contra ela.

"Espetáculo de propaganda"

Na opinião de Mark Feiguin, o processo será "um espetáculo de propaganda, como sempre". Ele não tem dúvidas de que ela será considerada culpada, independentemente de ter "um álibi 100% sólido a seu favor". Ilia Novikov, que também faz parte da equipe de defesa, afirmou que "o veredicto já foi determinado e será o mais severo possível".

Ela acusou a Rússia de usar o caso para fins políticos. Mas, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, rejeitou a acusação, lembrando que "uma investigação foi aberta contra Savtchenko e ela é acusada de crimes graves". Desde sua prisão, Savtchenko virou uma celebridade na Ucrânia e foi, inclusive, eleita deputada simbólica do partido da ex-primeira ministra Iúlia Timochenko.

Mas os dois lados usaram politicamente as circunstâncias de sua prisão: Kiev afirma que ela foi sequestrada por rebeldes pró-russos na Ucrânia e transportada para o outro lado da fronteira. Moscou garante que ela foi presa na Rússia, onde ela tentava entrar se fazendo passar por uma refugiada.

Comoção internacional

Diversos dirigentes ocidentais já exigiram ao presidente Vladimir Putin a liberdade da militar, que passou 84 dias em greve de fome para protestar contra sua detenção. Alguns especialistas acreditam que ela pode servir de moeda de troca de Moscou na queda de braço contra Kiev.

Nadia Savtchenko foi uma das primeiras mulheres ucranianas a receber treinamento de piloto. Ela integrou, em 2005, o contingente ucraniano enviado ao Iraque dentro da coalizão capitaneada por Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Esse novo processo, apenas uma semana depois da abertura do inquérito por "terrorismo" contra o cineasta Oleg Sentsov, deve agravar ainda mais as já péssimas relações entre Kiev e Moscou.

Trégua frágil

Enquanto isso, no front, as forças ucranianas e separatistas se acusaram mutuamente nesta quinta-feira de ter atacado zonas civis de Donetsk. Quatro civis e um soldado morreram. De acordo com um porta-voz do exército ucraniano, duas das vítimas foram mortas ao norte da cidade, atingidas por tiros separatistas vindos de Horlivka, a 7,5 km do local.

Os rebeldes acusaram Kiev de ter aberto fogo contra Horlivka na madrugada de quarta para quinta-feira, usando blindados e artilharia. Um homem e uma mulher morreram. Desde o início dos combates, em abril de 2014, mais de 6,8 mil pessoas perderam a vida.

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