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Europa

Partido da Suíça quer proibir viagens de refugiados ao exterior

media Jornal Le Temps publicou uma entrevista com o vice-presidente do partido UDC, Adrian Amstutz, neste sábado (18). Reprodução/Le temps

O partido suíço de direita UDC protestou neste sábado (18) contra viagens ao exterior feitas por refugiados e requerentes de asilo no país. Em uma entrevista publicada no jornal Le Temps, o vice-presidente da legenda, Adrian Amstutz, anunciou que apresentará uma proposta de intervenção no Parlamento, onde o UDC tem maioria.

Para Amstutz, "quem decide viajar deve sair definitivamente da Suíça, deve renunciar ao asilo e a toda proteção do país". O UDC ataca especialmente os eritreus, cujos pedidos de asilo dispararam na Suíça nos últimos anos.

No total, durante primeiro trimestre de 2015 foram feitos 4.489 pedidos de asilo na Suíça, especialmente os cidadãos da Eritreia, do Sri Lanka e da Síria.

A Secretaria de Estado suíça para as Migrações (SEM) indicou que, entre 2011 e 2015, foram concedidas aproximadamente 50 mil autorizações de viagem a refugiados e requerentes de asilo, especialmente para visitas a familiares ou para comparecer a enterros. Os eritreus foram os que mais deixaram o país (15.158 autorizações), seguidos pelos somalis (7.118) e pelos iraquianos (3.786).

Segundo o SEM, um refugiado reconhecido pelas autoridades pode obter uma autorização para viajar, exceto a seu país de origem, sob pena de perder automaticamente seu estatuto de refugiado. Mas a última edição do semanário NZZ am Sonntag assegura que alguns eritreus viajaram a seu país.

"Ninguém acredita que um regime que não garante os direitos humanos permite que, de repente, por causa de um enterro, uma pessoa que diz ter sua vida e sua integridade física ameaçadas, entre e saia do país", declarou Amstutz.

Serviço militar

Muitos eritreus fogem do país para evitar o longo e severo serviço militar, estabelecido em 1996. Sobre a questão, Amstutz afirmou que os cidadãos da Eritreia "devem cumpri-lo para participar na reconstrução de sua própria nação".

Para o vice-presidente do UDC, a deserção não pode ser um motivo de asilo. "Mesmo que fosse o caso, por que todos que fogem preferem a Suíça e não outro país seguro mais perto ao seu?", provocou.

(Com informações da AFP)

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