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Europa

Premiê grego faz campanha pelo "não" no referendo para obter "acordo melhor"

media Gregos ouvem o pronunciamento do premiê Alexis Tsipras na TV em um café de Atenas. REUTERS/Christian Hartmann

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pediu nesta quarta-feira (1) aos seus compatriotas que votem "não" no referendo de 5 de julho, para que o governo possa obter um "acordo melhor" com os credores, com os quais continuará negociando.

O "não" na consulta será um "passo decisivo para um acordo melhor", afirmou Tsipras. O primeiro-ministro afirmou que deseja a todo custo manter o país na zona do euro e que o governo grego "permanece na mesa de negociação, e continuará até o fim".

O Conselho da Europa declarou que o referendo convocado pelo governo grego para o próximo domingo não corresponde aos padrões fixados por seu conselho jurídico e descritos na Comissão de Veneza. "É evidente que o prazo é muito curto", afirmou Daniel Holtgen, porta-voz do secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjoern Jagland.

"Há ao menos três critérios sobre os quais o Conselho da Europa tem dúvidas sobre a validade do referendo proposto na Grécia. Os votantes deveriam ter as perguntas de um referendo ao menos duas semanas antes de sua realização, o que evidentemente não é o caso", explicou. Devido a esse prazo muito curto, "não há possibilidade de se organizar uma observação internacional do processo", acrescentou. Por fim, o porta-voz salientou que "as perguntas de um referendo devem ser claras e inteligíveis", destacando o fato de que este não é o caso da pergunta do referendo de domingo.

Merkel aposta no enfraquecimento de Tsipras

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que a crise grega não coloca em jogo "o futuro da Europa" e recusou "um compromisso a qualquer preço" com Atenas. "O futuro da Europa não está em jogo", disse a chanceler, reiterando que não será possível encontrar uma saída à crise grega antes do referendo de domingo.

A votação "é esperada com tranquilidade porque a Europa é forte", disse Merkel. A chanceler ressaltou que "um bom europeu não é o que busca a qualquer preço um compromisso".

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