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Europa

Relatório aponta que drogas estão mais puras na Europa

media Maconha é droga mais consumida na Europa e responsável por mais de 60% das infrações ligadas a entorpecentes no continente Reuters/Mathew Sumner

O mercado das drogas na Europa está em evolução, aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Observatório Europeu de Drogas e Toxicomania (OEDT). De acordo com o estudo, as substâncias estão cada vez mais puras, há novas drogas sintéticas em circulação, o consumo de maconha está em franco crescimento e o tráfico de heroína, embora tenha se retraído, tem criado rotas alternativas. Um quarto dos europeus (80 milhões de pessoas) já experimentou drogas ilícitas.

O relatório aponta uma "alta sensível" na qualidade de todas as drogas: do aumento da quantidade de princípio ativo (THC na maconha ou MDMA no ecstasy) à pureza da cocaína e da heroína, uma consequência da inovação técnica e do fortalecimento da competitividade no mercado de entorpecentes.

Manufatura de maconha

Um exemplo é a produção da cannabis, que tem se intesificado por todo o continente, sobretudo por conta dos pequenos produtores, cujo interesse maior é a qualidade e não a quantidade. Eles geram sementes melhores, que entram no mercado atacadista por meio de redes mafiosas.

O resultado deste movimento foi que, em cinco anos, a quantidade de THC da maconha fumada na Europa dobrou. A do haxixe, que é a resina da cannabis, dobrou em uma década, também como consequência dessa rede: o tráfico adquire as sementes na Europa, exporta para o Marrocos, onde a drogra é processada, e importa o haxixe manufaturado.

A maconha ainda é a droga mais consumida na União Europeia. O uso cresceu principalmente na França, Bulgária e nos países nórdicos, não só para fins recreativos, mas medicinais também. A erva representa mais de 80% das apreensões de drogas no bloco. Mais de 60% das infrações ligadas a entorpecentes na Europa estão relacionadas a posse ou consumo de maconha.

Outros caminhos para a heroína

Ainda que seja responsável por grande parte das mortes por overdose e conte 1,3 milhão de dependentes, a heroína está em baixa no continente, bem como as apreensões. O observatório destaca, porém, um aumento na produção afegã de ópio (matéria-prima da heroína), o que pode levar ao crescimento da disponibilidade em breve. Essa perspectiva se agrava pela descoberta de novas usinas de fabricação de heroína na Espanha.

Embora o principal caminho de entrada da droga continue sendo os Balcãs, tem crescido o tráfico pela chamada "rota do sul", que parte do Irã e do Paquistão e chega à Europa pelos países da Península Arábica ou da África. A mudança no caminho da droga também altera os produtos importados (morfina, ópio, drogas sintéticas), bem como a ação dos traficantes. Eles trocam de meios de transporte não só em função das vias, mas também de acordo com o aparato repressivo dos países e a instabilidade política.

Novas drogas

Entre os estimulantes, a cocaína é o produto mais consumido, à frente das anfetaminas, do ecstasy e de um grande número de novas drogas sintéticas. Entre elas, estão as cada vez mais comuns NSPs (Novas Substâncias Psicotrópicas), vendidas como euforizantes legais, mas que, gradualmente, substituem drogas ilícitas. Embora a maioria seja importada, alguns laboratórios europeus estão começando a produzir esse tipo de substância.

Além de estarem mais concentradas e puras, as drogas sintéticas têm sido consumidas de novas formas. O mais preocupante entre os novos hábitos é o chamado "slam" - injeção de metanfetamina com outros estimulantes. O relatório também chama a atenção para consumo exagerado do THC, além da overdose causada pela mistura de psicotrópicos e opiáceos.

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