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Europa

Bruxelas pede que países da UE acolham 40 mil imigrantes

media O grego Dimitris Avramopoulos, comissário europeu para a Imigração durante coletiva nesta quarta-feira (27) em Bruxelas. REUTERS/Francois Lenoir

A Comissão Europeia pede aos países do bloco para acolher, nos próximos dois anos, 40 mil imigrantes, prioritariamente refugiados sírios e eritreus. A proposta foi feito na manhã desta quarta-feira (27), em Bruxelas. Em nome do principio de solidariedade, o executivo europeu propõe uma política de cotas para distribuir entre todos os integrantes da União Europeia os clandestinos que estão atualmente concentrados na Itália, Grécia e Malta.

Somente na Itália, principal ponto de chegada dos imigrantes, 80 mil pessoas lotam os centros de refugiados do país. “Queremos garantir um mínimo de solidariedade” diante do grande fluxo de migrantes que chegam pelo Mediterrâneo e de refugiados que pedem o direito de asilo, declarou Dimitris Avramopulos, comissário europeu para a Imigração. Ele garantiu, no entanto, que a medida não será generalizada.

Além da repartição de 40 mil imigrantes que já estão no continente, Bruxelas também conclama os países do bloco a receber 20 mil pessoas que têm direito ao asilo político, mas que ainda estão fora do espaço europeu. As cotas serão definidas em função do PIB, da população, da taxa de desemprego e do numero de pedidos de asilo já registrados no país. A França receberia 9.127 migrantes em dois anos.

Divisão

A proposta já divide os integrantes da União Europeia, contrários a imposição de cotas. Países como a Grã-Bretanha são favoráveis a repatriar os clandestinos que tentam entrar no continente.

A proposta de cotas integra um projeto de emergência do bloco para lutar contra a rede de tráfico de seres humanos e acabar com o drama dos imigrantes no Mar Mediterrâneo. O texto apresentado hoje será debatido em 15 de junho pelos ministros do Interior da União Europeia.

“Os europeus têm que resolver o problema da imigração de maneira completa e coletiva”, declarou o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, que está hoje em Bruxelas para encontros com os dirigentes do bloco.

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