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Europa

Greve da TAP mobiliza até 80% de pilotos da companhia

media A greve de pilotos da companhia aérea portuguesa TAP entra no seu 4° nesta segunda-feira (5). REUTERS/Hugo Correia

A paralisação dos pilotos da companhia aérea portuguesa TAP entrou nesta segunda-feira (4) em seu quarto dia, provocando o cancelamento de até 30% dos voos. A greve, prevista para durar 10 dias, é um meio de pressão para obrigar a empresa a cumprir acordos previstos no projeto de privatização da TAP.

Um porta-voz da companhia aérea afirmou à agência AFP que 30% dos voos previstos para esta segunda-feira serão efetuados. Segundo o Sindicado dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC), a adesão à greve atinge entre 70 e 80% da categoria.

O impacto sobre os voos é mais limitado devido à lei que estabelece um serviço mínimo e também pelo planejamento de redução de voos, feito pela companhia aérea para enfrentar a greve. Um tribunal impôs um serviço mínimo para garantir a realização de aproximadamente 10% dos cerca de 300 voos diários da TAP.

Cidade mais afetada

No Porto, maior cidade no norte de Portugal, os efeitos da paralisação são mais visíveis. Imensas filas de passageiros à espera do embarque se formaram no aeroporto da cidade.

Um porta-voz da TAP explicou que o Porto é a base operacional da Portugalia, empresa filial da TAP que é a mais atingida pela paralisação. No domingo, mais da metade dos voos da Portugalia não puderam decolar devido à greve.

De acordo com o jornal português Diário Econômico, a greve já deu prejuízos de € 8,4 milhões à companhia aérea. A TAP não confirma esses dados, mas lembrou nesta segunda-feira que o movimento pode custar até € 70 milhões para o caixa da empresa.

Reivindicação

Os pilotos acusam a direção da TAP e o governo de não cumprirem um acordo que estabelece a atribuição de 10 a 20% do capital da empresa aos pilotos, em caso de privatização. Eles também exigem a restituição de bônus relacionados ao tempo de trabalho na empresa, que foram cancelados em 2011.

Em dezembro, nove dos 12 sindicatos da TAP, entre eles o dos pilotos, suspenderam um aviso de greve devido às festas de final de ano. A decisão foi tomada após a conclusão de um acordo com o governo sobre a participação dos funcionários na elaboração do documento com compromissos ligados à privatização da companhia aérea.

Com o objetivo de atrair fundos privados para reforçar o caixa da empresa, o governo português, de centro-direita, decidiu colocar à venda 66% das ações até o final de junho. Uma primeira tentativa de privatizar a empresa, em dezembro de 2012, fracassou.

 

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