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Europa

Alemanha realiza cerimônia para lembrar vítimas do voo da Germanwings

media Parente de uma das vítimas da tragédia do voo da Germanwings durante cerimônia ecumênica em Colônia, Alemanha. REUTERS/Oliver Berg

Uma cerimônia ecumênica aconteceu nesta sexta-feira (17), na catedral de Colônia, no oeste da Alemanha, para lembrar as 150 pessoas que morreram na tragédia do voo 1320, da Germanwings, no último dia 24 de março. A homenagem contou com a presença de 1.400 pessoas, além da chanceler Angela Merkel, do presidente Joachim Gauck e de representantes da França e Espanha. A família do copiloto Andreas Lubitz, acusado de ter derrubado o avião de propósito, não participou do evento.

A cerimônia foi transmitida ao vivo por várias redes de TV. Telas gigantes foram instaladas no exterior da catedral. O cardeal de Colônia, monsenhor Rainer Maria Woelki, disse que palavras não eram fortes o bastante para expressar a dor dos próximos das vítimas.

Em cada assento da catedral havia uma pequena cruz de madeira e, sobre os degraus do coro, 150 velas acesas representando as 150 vítimas da tragédia. Quase metade das pessoas que morreram no choque do Airbus contra as montanhas dos Alpes franceses eram alemãs - incluindo o copiloto Andreas Lubitz, que é acusado de ter derrubado voluntariamente o avião.

Copiloto

Cerca de 500 familiares das vítimas do Airbus participaram do evento. A família do copiloto foi convidada, mas declinou do convite, segundo a rádio Deutsche Welle. Sentada na primeira fileira, a chanceler Angela Merkel não se pronunciou. A bandeira da Alemanha foi hasteada a meio mastro em todo o país.

A cerimônia, que durou duas horas, teve tributos, canções e orações. Um grupo da escola secundária de Haltern-am-See, uma pequena cidade que perdeu na catástrofe 16 alunos e dois professores, tocou a música tema do filme "A Lista de Schindler", de Steven Spielberg.

O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Diaz, prestou homenagem aos profissionais que trabalharam no local da queda do avião e junto com os familiares das vítimas. Já o secretário de Estado francês dos Transportes, Alain Vidal, garantiu às famílias a "solidariedade" da França.
 

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