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Europa

Sob tensão, Hollande e Merkel tentam costurar paz entre Rússia e Ucrânia

media Da esquerda para a direita: Lukachenko, Putin, Merkel, Hollande e Porochenko REUTERS/Grigory Dukor

Nesta quarta-feira (11), Minsk foi palco da mais importante reunião diplomática já organizada para tentar uma solução negociada para a crise na Ucrânia. O encontro reuniu os presidentes da França, François Hollande, da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Porochenko, além da chanceler alemã, Angela Merkel. Pouco depois do início da reunião, um membro da delegação ucraniana informou que os líderes pretendem assinar uma declaração comum, apoiando a integridade territorial e a soberania da Ucrânia.

Um outro documento também será preparado pelo chamado "grupo de contato", constituído por Rússia, Ucrânia e a Organização para a Cooperação e a Segurança na Europa, para confirmar a aplicação do protocolo de Minsk, que prevê um cessar-fogo e foi assinado por todas as partes em setembro do ano passado.

Porochenko, Merkel e Hollande chegaram à capital da Bielorrússia quase ao mesmo tempo. O presidente francês subiu ao avião de Merkel para uma breve conversa, antes de os dois tomarem o mesmo carro para ir ao palácio da Independência, onde foram recebidos pelo presidente Bielorrusso, Alexandre Lukachenko. Eles se reuniram com Petro Porochenko antes de falar com Vladimir Putin.

Clima pouco amistoso

Em sua chegada, o líder russo trocou um aperto de mãos com o ucraniano, sem que nenhum dos dois esboçasse um sorriso. Hollande e Merkel, por outro lado, procuraram mostrar-se otimistas, pelo menos para as câmeras. Em seguida, os quatro dirigentes tiveram uma reunião privada, antes que seus conselheiros pudessem entrar na sala.

De acordo com uma jornalista da AFP, a discussão estava tensa: Putin e Porochenko argumentavam de pé, com dedos em riste. O segundo chegou a sair da sala de cara fechada, para retornar depois, um pouco mais calmo.

Semana diplomática

O encontro acontece depois de uma semana de intensas consultas diplomáticas por parte de Hollande e Merkel, que estiveram em Kiev e Moscou para falar da crise. Antes de chegar a Minsk, participantes da cúpula deram declarações contundentes que aumentaram a pressão sobre o encontro. Porochenko, por exemplo, se disse pronto a decretar lei marcial em todo território ucraniano em caso de fracasso nas negociações e advertiu o Kremlin que ele, Merkel e Hollande falam com uma única voz.

Para Berlim, os resultados eram "incertos"; Paris via as negociações como "difíceis". Em Moscou, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, disse ver "progressos notáveis", mas acusou os ucranianos de priorizar exageradamente a questão do controle fronteiriço nas zonas separatistas.

De Washington, o presidente Barack Obama ameaçou Vladimir Putin na noite de terça-feira (10), dizendo que o "preço a pagar" aumentará caso o Kremlin não recue em sua estratégia "agressiva".

Virada no jogo

De acordo com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, o encontro marcará "uma virada, para o melhor ou para o pior". De fato, pelos corredores de Bruxelas, onde acontece uma cúpula de alto nível nesta quinta-feira (12), já se discute a possibilidade de uma nova rodada de sanções contra a Rússia, caso as negociações falhem. Mas isso também é objeto de polêmicas.

Áustria, Eslováquia, República Tcheca, Grécia, Epanha e Hungria são contra novas retaliações, ao contrário dos Países Bálticos, da Polônia e do Reino Unido. De acordo com o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel García Margallo, essas sanções já custaram à União Europeia 21 bilhões de euros em exportações, um número que a Comissão Europeia não confirma.

Intensificação dos combates

No front, as forças rebeldes e ucranianas intensificaram os combates para chegar com mais força à mesa de negociações. Como consequência, cerca de 50 pessoas, entre soldados e civis morreram na terça e na quarta, dois dos dias mais violentos desde o início do conflito que já causou mais de 5,3 mil mortes.

A poucas horas do encontro, ao menos seis civis foram mortos em Donetsk, vítimas de tiros de artilharia que atingiram um ponto de ônibus e uma usina metalúrgica. Além disso, quase 20 soldados ucranianos morreram nas últimas 24 horas, cinco deles em um ataque contra Kramatorsk, cidade que abriga o maior quartel general ucraniano no leste.

Kiev acusou a Rússia de estar por trás da ofensiva, que causou um total de 16 mortes. Na noite de quarta-feira, um hospital, também em Donetsk, foi bombardeado e ao menos uma pessoa morreu, de acordo com os separatistas.

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