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Europa

Consulta sobre a independência da Catalunha mobiliza 2 milhões

media Fila em Barcelona para participar à consulta simbólica sobre a independência da Catalunha, neste domingo (9). REUTERS/Albert Gea

Cerca de dois milhões de eleitores participaram da consulta popular sobre a independência da Catalunha, realizada neste domingo (9). O voto foi simbólico, mas a forte mobilização fortalece os partidários da independência da região espanhola que vão tentar forçar Madri a realizar um verdadeiro referendo. Os resultados só serão conhecidos na segunda-feira (10).

Por Fina Iñiguez, correspondente da RFI na Espanha

Estima-se que mais de dois milhões de cidadãos da Catalunha participaram da chamada “consulta alternativa” ao referendo proibido por Madri. Eles responderam a duas perguntas: “Quer que a Catalunha seja um Estado?” e, em caso afirmativo, “quer que este Estado seja independente?”

É provável que as respostas SIM-SIM ganhem, mas somente nesta segunda-feira (10) serão revelados os resultados. A participação é estimada em torno ao 32%. Uma mobilização importante que o governo espanhol não reconhece e o governo catalão já considera um êxito e um passo a mais em direção a uma mudança na relação da Catalunha com a Espanha.

Desafiando Madri

Desafiando o veto de Madri, esta consulta que não tem valor legal, é politicamente muito simbólica, e coincidiu com o 25º aniversário da queda do muro de Berlim, acrescentando ainda mais simbolismo à data.

De acordo com dados do governo catalão, mais de 6 milhões de pessoas poderiam ter votado neste domingo, entre espanhóis e estrangeiros maiores de 16 anos residentes na Catalunha. Estrangeiros como Anete, alemã, e seu filho Arnau que decidiram votar porque consideram que o ato “é um direito fundamental e democrático” e porque é “uma oportunidade de fazer uma radiografia da opinião da Catalunha”.

Também no exterior foram habilitados 19 pontos de votação em 17 países. Durante os próximos 15 días ainda podem chegar os votos dos catalães que tiveram dificuldades para votar hoje.

Cerca de 7000 urnas distribuídas em mais de 900 municípios catalães, 40.000 voluntários e 800 jornalistas credenciados são os números de uma jornada que não registrou praticamente nenhum incidente e foi vivida como um dia histórico e festivo.

Pressão por referendo

A grande pergunta é: e agora? O presidente do governo catalão, Artur Mas, assume toda a responsabilidade do processo, caso haja alguma resolução do Supremo Tribunal no sentido de punir os organizadores da consulta, coisa que parece improvável. Por outro lado, Artur Mas anunciou que nesta segunda-feira vai enviar uma carta ao primeiro-ministro Mariano Rajoy fazendo um balanço da jornada e propondo acordos para realizar um referendo de fato, legal, sobre o futuro da Catalunha.

Artur Mas acredita que o êxito da convocatória vai obrigar Rajoy a negociar e, dependendo dos acordos com os partidos pro-independência, é possível que o presidente catalão antecipe as eleições regionais, convertendo-as em um plebiscito sobre a independência.

No entanto, o ministro da Justiça espanhol classificou a consulta de hoje como “um ato de propaganda estéril e inútil”.

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