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Europa

Corte barra, mas Catalunha promete manter referendo pela independência

media O governador regional da Catalunha, Artur Mas REUTERS/Gustau Nacarino

A pedido do governo da Espanha, a Corte Constitucional do país barrou nesta terça-feira (4) a votação de um referendo simbólico pela independência da Catalunha, previsto para acontecer no próximo fim de semana. Assim que foi divulgada a medida, a prefeitura de Barcelona, capital da rica região no nordeste do país, anunciou que manterá a consulta.

O referendo foi conclamado pelo chefe do governo regional catalão, Artur Mas, depois que a corte vetou, em 29 de setembro, sua proposta inicial de realizar uma votação oficial, mas não-vinculativa. Na última sexta-feira (31), o governo espanhol lançou uma espécie de desafio judicial, ao pedir que a Corte barrasse também a votação simbólica.

Madri venceu a queda de braço, já que o judiciário apoiou de maneira unânime o pedido do Executivo, informou uma porta voz da corte. Para o porta-voz do governo regional, Francesc Homs, que anunciou a manutenção do referendo, disse que a decisão de barrá-lo é um "atentado contra o direito de participação, a liberdade de expressão e de opinião".

"Fraude" x "aula de democracia"

A vice-presidente Soraya Saenz de Santamaria classificou de "fraude legal" e "perversão da democracia" o plano catalão de fazer um referendo, com observadores voluntários e registro de eleitores no próprio dia da votação. Mas, para Artur Mas, os catalães devem ir às urnas no dia 9 de novembro para "dar uma aula de democracia e civilidade".

Orgulhosa de sua língua e cultura distinta, a região de 7,5 milhões de habitantes aumentou nos últimos anos os pedidos por maior autonomia. Mas, a Espanha evidentemente não enxerga com bons olhos a independência de uma região que é responsável por cerca de 18% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

E, mesmo entre os catalães, a ideia do referendo é controversa. De acordo com uma pesquisa publicada na semana passada pelo jornal El Pais, o principal diário espanhol, 49% deles são contrários ao referendo e 44%, a favor.
 

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