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Europa

Vaticano encerra reunião sem acordo sobre gays e divorciados

media Papa Francisco caminha no Vaticano, em foto de sexta-feira (17). REUTERS/Alessandra Tarantino/Pool

O sínodo dos bispos católicos sobre a família se encerrou neste sábado (18), no Vaticano, sem que houvesse um consenso sobre as questões relacionadas aos homossexuais e ao casamento de divorciados. A versão final do documento do encontro elimina a linguagem adotada em um texto preliminar, divulgado na segunda-feira, que era mais positivo em relação aos gays.

O documento, chamado de "relatio", foi emitido na conclusão da reunião de duas semanas, o sínodo, de 183 bispos católicos de todo o mundo. Após a divulgação de uma primeira versão, os bispos conservadores prometeram alterar o texto, dizendo que houve confusão entre fiéis e ameaçou prejudicar a família tradicional.

Os dois parágrafos finais do documento que tratam dos homossexuais foram intitulados "atenção pastoral para com as pessoas com orientações homossexuais". A versão anterior, de três parágrafos, era chamada de "boas-vindas aos homossexuais".

O texto preliminar falava em "aceitar e valorizar orientações sexuais (dos homossexuais)" e dar-lhes "um lar acolhedor". A versão final eliminou essas frases. A nova versão usa um termo mais vago, repetindo declarações anteriores da igreja de que os gays "devem ser acolhidos com respeito e sensibilidade" e que a discriminação contra gays "deve ser evitada".

O documento final sublinhou que "não há fundamento absoluto" para comparar o casamento homossexual ao casamento heterossexual, chamando o casamento heterossexual "plano de Deus para o matrimônio e da família".

No relatório, a igreja aborda os diversos problemas das famílias católicas nos cinco continentes, inclusive a crescente decisão pela união estável em vez do matrimônio e a união entre homossexuais e de pessoas divorciadas. Ao convocar o encontro, o papa Francisco queria discutir a abertura do Vaticano a essas pessoas, mas o tema encontra resistências dos bispos conservadores.

Os três artigos que falavam dessas questões foram rejeitados, de um total de 62 parágrafos debatidos. Os demais foram aprovados por maioria de pelo menos dois terços, uma exigência do Vaticano.

“Sobre estes pontos, nós não podemos considerar que houve um consenso do sínodo. Mas isso não quer dizer que eles foram completamente rejeitados”, atenuou o porta-voz, Federico Lombardi.

Crise nas famílias

O sínodo enviou “uma mensagem às famílias" do mundo inteiro, denunciando as "inúmeras crises matrimoniais" e "eventos dramáticos" que elas sofreram. Os bispos ressaltam o valor do "amor conjugal único e indissolúvel", sem mencionar diretamente os relacionamentos extraconjugais. A reunião durou duas semanas e, neste sábado, os 183 participantes aprovaram o texto final.

A "mensagem" destaca o "grande desafio da fidelidade no amor conjugal", provocado "pelo enfraquecimento da fé e dos valores, pelo individualismo, pelo empobrecimento das relações, pelo estresse que impede a reflexão". "Vemos inúmeras crises matrimoniais, enfrentadas de maneira rápida, sem a coragem da paciência, da reflexão, do perdão mútuo, da reconciliação e até do sacrifício", afirma.

"O amor conjugal, único e indissolúvel, persiste, apesar das inúmeras dificuldades: é um dos mais belos milagres, mesmo que seja o mais comum", dizem os religiosos na mensagem.

Refletindo a postura do papa Francisco, a mensagem condena "o fetichismo do dinheiro" e menciona "as famílias pobres que se amontoam em um barco ou emigram pelos desertos", "as mulheres submetidas à exploração", "as crianças e as jovens vítimas de abusos" em suas próprias casas. Em uma oração final, os bispos fazem referência ao direito a uma "casa para se viver em paz" e a um trabalho para "poder ganhar o pão com as próprias mãos".

No documento preliminar, o Vaticano afirmava que os homossexuais têm "talentos e qualidades a oferecer" e sugeria que a Igreja Católica e os católicos deveriam aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo. "Somos capazes de receber essas pessoas, garantindo a elas mais espaço em nossas comunidades? Com frequência essas pessoas desejam encontrar na Igreja um lar em que se sintam bem", dizia o texto.

 

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