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Europa

Combates entre soldados e separatistas matam 13 civis na Ucrânia

media Homem passa ao lado de pedaço do Boeing da Malaysia Airlines acidentado no leste da Ucrânia. REUTERS/Sergei Karpukhin

Combates intensos entre o Exército ucraniano e separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia, levaram peritos internacionais a desistir de uma vistoria que estava prevista neste domingo (27) no local onde estão os destroços do avião da Malaysia Airlines. Treze civis, incluindo duas crianças de 1 e 5 anos, morreram atingidos por disparos na localidade de Gorlivka, um bastião pró-russo a 45 quilômetros de Donetsk. 

Segundo um porta-voz militar ucraniano, as mortes aconteceram em um bairro residencial de Gorlivla, que foi alvo de foguetes do tipo Grad lançados pelos rebeldes.

Os combates intensos no leste da Ucrânia adiaram a visita de inspetores internacionais ao local da queda do voo MH 17. Alexander Hug, director-adjunto da missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), disse que a situação no terreno não era segura para a inspeção.

"Tentaremos ir ao local amanhã (segunda-feira)", disse Hug. Ele expressou a preocupação de que os combates em curso entre as forças ucranianas e os separatistas acabe afetando a integridade do local onde o MH 17 caiu, há dez dias, com 298 pessoas a bordo.

Especialistas em investigações aéreas, acompanhados de policiais holandeses e australianos, têm a intenção de proteger o local da queda do Boeing, para evitar que novas peças sejam deslocadas ou simplesmente desapareçam. A área ainda está sob o controle de separatistas.

Na parte da manhã, autoridades da Malásia anunciaram ter chegado a um acordo com o líder separatista Aleksander Borodai para que os peritos internacionais pudessem fazer a inspeção. O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que era imperativo resgatar os corpos que ainda estão no local, além de estabelecer precisamente as causas do desastre. No total, 227 corpos foram resgatados até agora e estão sendo identificados na Holanda.

Os especialistas têm as duas caixas-pretas do avião, mas elementos dos destroços são fundamentais para as investigações. Americanos e europeus privilegiam a tese que o avião foi abatido por um míssil terra-ar SA-11, do tipo Buk, de fabricação russa. O míssil teria sido disparado por separatistas mal treinados no manejo desse tipo de arma, segundo o presidente Barack Obama. Os rebeldes negam envolvimento na queda do voo MH17, enquanto Moscou nega ter fornecido esse sistema de bateria antiaérea aos separatistas.

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