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Europa

Holanda decreta dia de luto oficial pelas vítimas do voo MH17

media A Holanda decretou nesta quarta-feira, 23 dia de luto nacional pelas vítimas do avião da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia. REUTERS/Gleb Garanich

A Holanda decretou dia de luto nacional para receber os primeiros corpos das vítimas da queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia. A grande maioria dos 298 passageiros do voo MH17 era holandesa. O avião com os corpos das vítimas, vindo de Kharkiv, chegou na tarde desta quarta-feira (23) à Holanda.

Há controvérsia sobre o número de corpos entregues pelos separatistas. Os rebeldes anunciaram que recuperaram 282 vítimas no local da tragédia. Mas os especialistas holandeses, encarregados pela repatriação, contaram apenas 200 corpos nos cinco vagões frigoríficos que chegaram na manhã de terça-feira (22) a Kharkiv.

A diferença levou o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, a declarar que provavelmente muitos corpos ainda estejam no local do acidente. O premiê, envolvido nas investigações porque 27 passageiros eram australianos, pediu uma busca profissional para recuperar todas as vítimas da queda do avião da Malaysia Airlines na área controlada pelos rebeldes pró-russos.

As duas caixas-pretas da aeronave já estão nas mãos dos holandeses que vão dirigir a investigação internacional sobre a tragédia.

Avião abatido por engano

Os Estados Unidos dizem que o boeing foi abatido por engano pelos rebeldes. Mal treinados, eles não perceberam que se tratava de um voo comercial de passageiros, informaram fontes dos serviços secretos americanos.

Washington está convencido de que o voo MH17 foi derrubado na última quinta-feira por um míssil SA-11, de fabricação russa, disparado do território no leste da Ucrânia, controlado por separatistas. Os americanos consideram improvável a explicação russa que responsabiliza o governo de Kiev pela queda. A tragédia aprofundou a crise ucraniana.

Barack Obama voltou a ameaçar a Rússia se o país continuar com a estratégia para desestabilizar a Ucrânia. A União Europeia revela amanhã uma nova lista de sanções contra personalidades e instituições russas que apoiam os separatistas.
 

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