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Europa

Martin Schulz é reeleito presidente do Parlamento Europeu

media Como era esperado, o alemão Martin Schulz foi reeleito nesta terça-feira (1°) presidente do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. REUTERS/Jean-Marc Loos

Os novos deputados do Parlamento Europeu elegeram nesta terça-feira (1°) o social-democrata alemão Martin Schultz para mais um mandato de dois anos e meio à frente da Casa. Os eurocéticos e extremistas de direita, que chegaram com força ao novo Parlamento, mostraram desde a primeira sessão que vão perturbar os trabalhos. Num gesto simbólico, vários parlamentares antieuropeus deram as costas durante a execução do hino europeu, arrancando protestos dos colegas.

Graças a um acordo entre os conservadores do PPE e os liberais, o alemão Martin Schultz recebeu 409 dos 612 votos expressos, de um total de 751 eurodeputados.

Já na abertura da sessão, vários deputados, entre eles Nigel Farage, líder do movimento britânico Ukip e um dos principais críticos da União Europeia, ficaram de costas no momento em que o hino europeu - um arranjo do último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven - foi tocado no plenário.

"Não reconhecemos nem respeitamos a bandeira ou o hino europeus, que são dois símbolos de nossa servidão em uma União Europeia que o povo britânico rejeita", afirmou o deputado Paul Nuttall. Essa provocação suscitou reações indignadas de deputados pró-europeus.

Maioria frágil

Os quatro principais partidos pró-europeus (PPE, socialistas, liberais e Verdes) perderam cadeiras nas eleições de maio passado e tiveram que negociar uma aliança para se manterem na liderança da Casa.

A soma dos 221 deputados do PPE (Partido Popular Europeu) e dos 191 socialistas garantem uma frágil maioria de 412 cadeiras. Os dois grupos procuraram então o apoio dos 67 deputados liberais para consolidar a vantagem. Eles também devem contar com os Verdes, que têm 50 cadeiras, na votação de temas nos quais têm posições comuns.

Já a ascensão dos eurocéticos é simbolizada pelo sucesso do Ukip (48 deputados), capitaneado britânico Nigel Farage, e dos populistas italianos do Movimento Cinco Estrelas, de Beppe Grillo. A terceira força do Parlamento é o grupo conservador, que conta com 70 deputados.

Cerca de metade dos 52 eurodeputados não inscritos a nenhum grupo são da Frente Nacional, partido de extrema-direita francês. Sua presidente, Marine Le Pen, não conseguiu formar um grupo, o que a priva de uma melhor visibilidade e de importantes recursos financeiros.

A capacidade desses deputados de atrapalharem o funcionamento das instituições da União Europeia é enfraquecida por suas rivalidades.

O novo parlamento se beneficia de uma "ampla maioria de forças democráticas e pró-europeias", garantiu Martin Schulz. "Isso é encorajador para todos aqueles que tinham dúvidas, o Parlamento pode continuar a trabalhar seriamente", acrescentou.

No dia 16 de julho, os eurodeputados terão uma votação crucial para aprovar a nomeação do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, cuja candidatura é contestada em seu próprio campo.
 

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