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Europa

Enchentes afetam mais de um milhão de pessoas na Bósnia

media Mulher é socorrida em cidade da Bósnia, onde as enchentes já afetaram um quarto dos habitantes do país. REUTERS/Dado Ruvic

Confrontadas às piores enchentes dos últimos 120 anos nos Bálcãs, a Bósnia e a Sérvia tentam nesta segunda-feira (19) proteger suas cidades e centrais elétricas das inundações e desabamentos que já mataram 38 pessoas. O equivalente a um quarto dos habitantes da Bósnia foram afetados pelas inundações.

Um milhão de habitantes da Bósnia, o equivalente a um quarto da população do país, foram afetados pelas chuvas torrenciais e as enchentes que atingem os Bálcãs, segundo o governo de Sarajevo.

As destruições provocadas pelas inundações são "terríveis" e comparáveis às da guerra de 1992-1995, declarou nesta segunda-feira (19) o ministro das Relações Exteriores, Zlatko Lagumdzija.

Mas de um milhão de pessoas não têm água potável pour causa das enchentes. Cem mil residências e outras construções são inutilizáveis, segundo o ministro.

As águas começaram a baixar nas áreas mais afetadas, revelando cenas de desolação: casas destruídas ou enterradas sob camadas de lama, árvores derrubadas, animais em decomposição.

Centenas de deslizamentos de terra provocaram o caos, especialmente nas regiões montanhosas da Bósnia, onde a cheia do rio Save devastou terras agrícolas, que são a base da economia.

A descoberta de um cadáver no norte da Bósnia nesta segunda-feira elevou para 38 o número de mortes provocadas pelas enchentes na região.

As autoridades da Bósnia estimam que 500 mil pessoas tenham sido evacuadas ou abandonaram seus domicílios, um deslocamento de população que não acontecia desde a guerra.

As autoridades também divulgaram um alerta sobre o risco apresentado pelas minas enterradas durante o conflito que a água e os deslizamentos de terra estão deslocando.

Proteção das centrais

Na Sérvia, ao menos 25 mil pessoas foram retiradas de suas casas. A cheia do rio Save continua ameaçando o norte da Bósnia e o oeste da Sérvia, incluindo a central elétrica Nikola Tesla situada em Obrenovac, a cerca de 30 km a sudoeste de Belgrado.

Militares e funcionários da central, que fornece a metade da eletricidade usada na Sérvia, passaram a noite construindo barreiras com sacos de areia para proteger o local, dos quais certos setores foram desativados por precaução.

As mesmas medidas foram tomadas em Kostolac, a leste de Belgrado, onde se situa uma central térmica.

Na capital Belgrado, dezenas de voluntários enchem sacos de areia e os empilham ao longo das margens do rio Save. A polícia lançou um apelo para conseguir mais sacos.

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