Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

UE deve rever relações com a Suíça depois de referendo, diz chanceler francês

media La France met en place un contrôle aux frontières pendant un mois, à l'occasion de la conférence de l'ONU sur le climat qui se tient du 30 novembre au 11 décembre à Paris REUTERS/Denis Balibouse

A União Europeia deverá rever suas relações com a Suíça, depois do resultado do referendo deste domingo, favorável ao reestabelecimento de cotas de imigração no país. A declaração foi dada pelo chanceler francês, Laurent Fabius, nesta segunda-feira (11). Segundo ele, a decisão é "preocupante."  

O ministro das Relações Exteriores francês lembrou que a restrição da entrada de imigrantes no país, inclusive europeus, é ‘paradoxal’, já que o Suíça é dependente de suas exportações para a União Europeia. Quase 60% dos produtos suíços são vendidos dentro do continente.

"O voto deste domingo é uma má notícia para a Europa e os suíços, porque o país está se fechando e será penalizado por isso", lembrou Fabius. De acordo com ele, a Suíça tem uma economia estável, mas sozinha, não "representa uma potência econômica considerável".

Os acordos entre a União Europeia e a Suíça datam de 1999. O país aderiu ao Espaço Schengen em 2009, o que inclui a livre circulação de trabalhadores no continente. Caso haja um questionamento desta cláusula, será necessária uma renegociação completa dos tratados, explicou o chanceler francês.

Neste domingo, 50,3% dos eleitores suíços disseram "sim" em um referendo popular chamado "Contra a Imigração em massa", que propõe limitar o número de imigrantes no território. O texto foi proposto pelo UDC, partido de extrema-direita que ficou conhecido pelos cartazes de mau gosto mostrando três ovelhas brancas expulsando uma ovelha branca, em 2007.

Seus representantes, majoritários no Parlamento, atacam sistematicamente os estrangeiros, que eles consideram como "parasitas" que aproveitam dos benefícios sociais.

Lei entrará em vigor dentro de três anos

O projeto terá um prazo de três anos para entrar em vigor. Um projeto de lei detalhado deverá ser enviado ao Parlamento no outono europeu, segundo as autoridades suíças.

Membros do governo suíço deverão se encontrar em breve com representantes da União Europeia para discutir as consequências do voto no referendo. A Comissão Europeia lamentou a decisão da população de introduzir cotas e preveniu o país que "examinará as implicações dessa iniciativa no conjunto de relações entre a Suíça e a Europa".

O ex-premiê François Fillon defendeu a decisão suíça. Para ele, é "perfeitamente natural que a Suíça queira diminuir o número de estrangeiros em seu território, que deve ser adaptado à capacidade de integrá-los." De acordo com o ex-primeiro-ministro, a França deveria seguir o exemplo do país.

O ex-presidente Sarkozy lembrou que os europeus de outros países deveriam beneficiar de um outro tratamento. Segundo ele, o texto não os diferencia de estrangeiros de outros continentes.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.